Publicado em 14/09/2021 às 17h01.

Estado investe mais de R$ 580 mil na preservação predial e arquitetônica do Colégio Central

As medidas visam a preservação do local, que é considerado um patrimônio educacional, histórico, arquitetônico e cultural da Bahia

Redação
Foto: Divulgação/Secretaria da Educação do Estado da Bahia
Foto: Divulgação/Secretaria da Educação do Estado da Bahia

 

No mês em que o Colégio Estadual da Bahia (Central) completa 184 anos, a unidade escolar recebe investimentos de R$ 588.210,85 em serviços de recuperação da fachada, incluindo pintura do prédio e gradis, revisão e impermeabilização da cobertura e recuperação estrutural do bloco Conceição Menezes. As medidas visam a preservação desse que é considerado um patrimônio educacional, histórico, arquitetônico e cultural da Bahia.

A diretora Rosenita Mesquita de Santana destacou a dimensão do Central para a educação dos baianos. “O Colégio Central incide na trajetória da educação baiana por se tratar da mais antiga instituição de ensino pública do Estado. Seu conjunto arquitetônico é um testemunho da trajetória pedagógica do colégio e requisita este olhar mais sensível e cuidadoso para a sua preservação. Neste sentido, o serviço de recuperação geral das fachadas dos pavilhões do ambiente beneficia o seu patrimônio material, já contemplado com a abertura do processo de tombamento, tanto pelo município, através da Fundação Gregório de Mattos, quanto pelo Estado, com o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC)”.

O diretor geral do (IPAC), João Carlos de Oliveira, que é arquiteto, explica que, além do valor histórico, o colégio é constituído por um conjunto arquitetônico que testemunha a evolução dos estilos.

“Os pavilhões foram construídos em épocas e linguagens arquitetônicas diversas. Passando pelo estilo Art Déco e chegando ao Modernismo, os edifícios preservam não só os partidos arquitetônicos e os estilos de tais linguagens, como também diversos elementos secundários, como escadas, esquadrias, pisos, forros, gradis, pinturas parietais, além de uma considerável coleção de mobiliário, objetos e equipamentos”.

Foto: Divulgação/Secretaria da Educação do Estado da Bahia
Foto: Divulgação/Secretaria da Educação do Estado da Bahia

História
O Central é o primeiro colégio público de Ensino Médio da Bahia, criado em setembro de 1837. Atualmente, a unidade oferece Educação em Tempo Integral e sedia o Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC), que oferece cursos e oficinas para estudantes da rede estadual de ensino.

Em quase dois séculos de história, passaram pelo Central professores ilustres, como o padre Doutor Antônio Joaquim das Mercês, Luiz Vianna Filho, Edgar Santos, Severino Vieira e Carlos Corrêa de Menezes Sant´Anna. Entre os estudantes mais famosos, destaque para Glauber Rocha, Calazans Neto, Carlos Marighella, Raul Seixas, João Ubaldo Ribeiro e Waldir Pires.

Biblioteca com livros raros
O acervo da Biblioteca do Central é composto por seis mil volumes. A biblioteca reúne obras como a Flora Brasiliensis (1840), editada pelos alemães Carl Friedrich Philipp Von Martius, August Wilhelm Eichler e Ignatz Urban, com a participação de 65 especialistas de vários países.

A obra é, até hoje, a principal referência dos pesquisadores no estudo da flora brasileira, especialmente na floresta amazônica. O acervo guarda, ainda, volumes da História da Colonização Portuguesa no Brasil (1921), de Carlos Malheiros Dias, e The History of the Other Great Empires of Asia (1798), entre outras obras.

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