Publicado em 19/06/2026 às 09h56.

Júri condena PMs por morte de Geovane Mascarenhas após 12 anos

A condenação foi proferida após mais de 20 horas de sessão

Redação
Foto: Reprodução/TV Bahia

 

O Tribunal do Júri de Salvador concluiu na madrugada desta sexta-feira (19) o julgamento dos sete policiais militares acusados pela morte de Geovane Mascarenhas de Santana, ocorrida em 2014. Após mais de 20 horas de sessão, três réus foram condenados e quatro absolvidos.

Jesimiel da Silva Resende recebeu pena de 25 anos, 3 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, roubo e ocultação de cadáver. Cláudio Bonfim Borges foi condenado a 20 anos e 7 meses por homicídio duplamente qualificado e roubo. Já Jailson Gomes Oliveira foi sentenciado a 6 anos e 4 meses de reclusão pelo crime de roubo.

Foram absolvidos Daniel Pereira de Sousa Santos, Allan Moraes Galiza dos Santos, Alex Santos Caetano e Roberto dos Santos Oliveira. Após a sentença, Jesimiel e Cláudio tiveram os mandados de prisão cumpridos.

O caso ocorreu em agosto de 2014. Geovane, então com 22 anos, desapareceu após ser abordado por policiais da Rondesp no bairro da Calçada. Imagens de câmeras de segurança registraram a ação. No dia seguinte, o corpo do jovem foi encontrado no Parque São Bartolomeu, em Pirajá, com sinais de decapitação e carbonização.

Relembre o caso

Geovane Mascarenhas de Santana, de 22 anos, desapareceu em agosto de 2014 após ser abordado por policiais militares da Rondesp na região da Calçada, em Salvador. Imagens de câmeras de segurança registraram o jovem sendo levado pelos agentes.

No dia seguinte, o corpo de Geovane foi encontrado no Parque São Bartolomeu, em Pirajá, com sinais de extrema violência, incluindo decapitação e carbonização.

Segundo o Ministério Público da Bahia, o jovem foi sequestrado e executado pelos policiais sem qualquer justificativa legal.

Os agentes alegaram que Geovane havia sido confundido com um suspeito de assaltos e sustentaram que ele foi liberado após não ser reconhecido por uma vítima. A versão, no entanto, foi contestada pelas investigações e pelas provas reunidas durante o processo.

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