Publicado em 24/02/2026 às 14h04.

Novos membros do Conselho da Juventude tomam posse e defendem participação ativa

Durante a cerimônia, o prefeito Bruno Reis destacou a importância da atuação do colegiado

Redação
Fotos: Valter Pontes/ Secom PMS

 

Os novos membros do Conselho Municipal da Juventude de Salvador (Conjuve) tomaram posse nesta terça-feira (24), em cerimônia realizada no Palácio Thomé de Souza. O colegiado é composto por 20 titulares, dez representantes do poder público e dez da sociedade civil além de 20 suplentes.

Vinculado à Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), o conselho tem como atribuição propor, acompanhar e avaliar políticas públicas voltadas a jovens de 15 a 29 anos na capital baiana. O mandato dos novos integrantes segue até o fim de 2027.

Durante a cerimônia, o prefeito Bruno Reis destacou a importância da atuação do colegiado e relembrou sua trajetória na militância jovem.

“O Conjuve, como os outros conselhos municipais, é um órgão autônomo vinculado à gestão que tem a missão de propor e contribuir com políticas públicas voltadas para a juventude, sobre as expectativas dos jovens, qual é a realidade, o que é que eles esperam e quais são os seus desejos em relação à cidade. Todos os conselhos têm por missão, em conjunto com a gestão, contribuir com ideias e sugestões. Necessitamos sempre de mais criatividade e capacidade de produzir”, disse.

O prefeito afirmou ainda que, há 14 anos, Salvador não contava com equipamentos esportivos e culturais voltados à juventude, nem com políticas de incentivo ao ingresso no ensino superior ou programas de estímulo ao jovem aprendiz. Segundo ele, esse cenário foi alterado a partir do debate de propostas nas últimas gestões municipais.

A secretária de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude, Fernanda Lordêlo, ressaltou a diversidade do colegiado, formado por representantes de diferentes raças, credos e classes sociais.

“É muito importante o fortalecimento e o engajamento dos jovens nas políticas públicas para que a gente possa ter propostas, possa discutir com eles, construir ideias que efetivamente atinjam o objetivo dos jovens. É importante que cada grupo tenha a sua representação para que a construção, neste caso, seja bem colaborativa. E ver jovens envolvidos politicamente nas suas necessidades e propostas é muito importante dentro de uma geração que pede por oportunidade e mais espaço”, afirmou.

Este é o terceiro mandato do Conjuve. O regimento prevê alternância na presidência entre representantes do poder público e da sociedade civil. Após dois mandatos intercalados, o novo presidente empossado, Daniel Thamas, volta a representar o poder público.

Segundo ele, a principal meta da gestão será a elaboração do Plano Municipal da Juventude, documento que deve orientar as políticas públicas destinadas ao segmento.

“Muitas vezes, quem toma as decisões não sofre determinadas questões. Então, os jovens podem ajudar através do Conselho, dando informações sobre quais são as maiores dificuldades e quais são as necessidades desse tipo de público. O objetivo é ajudar os governantes dando voz para quem realmente precisa das políticas públicas, que nesse caso do Conjuve são os jovens”, disse.

O presidente informou que o conselho atua em áreas como saúde, cultura, educação, segurança e economia. As reuniões podem ocorrer de forma semanal, mensal ou bimestral, conforme a agenda.

A vice-presidente, Uline Guimarães, também destacou a relevância da posse e da representatividade juvenil.

“O que aconteceu hoje é um abre-alas, uma porta que se abre para a juventude, a juventude negra, as meninas e as mulheres que precisam ser sempre bem representadas. E a nossa juventude é forte, a juventude baiana e soteropolitana, e precisa de representantes fortes para que traga políticas públicas que realmente atendam às necessidades da nossa juventude”, afirmou.

Para integrar o conselho, é necessário se inscrever por meio de um órgão municipal, no caso de representantes do poder público, ou por meio de entidades da sociedade civil, como coletivos LGBTQIAPN+, organizações de mulheres e movimentos negros. Os prazos e regras são divulgados no Diário Oficial do Município.

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