Publicado em 12/12/2019 às 16h34.

Número de mortes causadas pela leptospirose dobram em 2019

Os dados da SMS apontam que em 2019 foram confirmados 35 casos da doença em Salvador, enquanto no ano anterior foram registrados 43 casos.

Redação
Foto: Secom/Salvador
Foto: Secom/Salvador

 

O número de mortes por causa de complicações da leptospirose, doença transmitida pela urina do rato, dobrou em Salvador. De janeiro a dezembro deste ano, 10 pessoas morreram na capital baiana. Em 2018, durante o mesmo período, a Secretaria Municipal de Saúde registrou apenas cinco mortes.

Os dados da SMS apontam que em 2019 foram confirmados 35 casos da doença em Salvador, enquanto no ano anterior foram registrados 43 casos.

Segundo a chefe do setor de combate à leptospirose, Cristiane Yuki, a intervenção química feita pela prefeitura é paliativa. Ela alerta que a população deve fazer a sua parte para evitar que os animais apareçam. “Os ratos vão morrer. Mas, se a população continuar acumulando entulhos, descartando lixos e alimentos de forma inadequada, outros ratos irão aparecer. É um trabalho que deve ser feito em conjunto. A população precisa se educar para que, juntos, possamos combater a proliferação dos roedores e da doença”, ressaltou.

A prefeitura oferece um Programa de Controle da Leptospirose pelo Fala Salvador 156 onde os cidadãos podem solicitar uma visita de equipes para inspeção dos roedores nas casas ou terrenos vizinhos. Além disso, o Centro de Controle de Zoonoses iniciou nesta quinta-feira (11) um mutirão nas praias de Salvador com equipes de combate às endemias, biólogos e veterinários do CCZ. A ação deve ir até o próximo dia 23 de dezembro.

Os sintomas da leptospirose são febre, dores no corpo, dor de cabeça, que podem serem facilmente confundidos com o início de uma gripe. Por causa disso, muitas vezes a doença é diagnosticada no início. A bactéria que causa a doença é chamada de Leptospira. A doença é infecciosa e em até 40% dos casos pode ser fatal. O paciente diagnosticado precisa de cuidados médicos específicos e, a depender da gravidade, de internamento hospitalar.

Apesar de ser associada aos ratos, a transmissão da leptospirose pode acontecer também pelo contato direto ou indireto com a urina de outros animais, como bois, porcos, cavalos, cabras e até cães.

 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a vacina atualmente disponível não possui alto poder de proteção e a imunidade é de curta duração. Assim, a prevenção da leptospirose deve ser feita por meio de saneamento básico, além de cuidados de higiene pessoal e no preparo de alimentos.