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Publicado em 06/01/2026 às 12h48.

Prefeitura entrega casas, central de recicláveis e autoriza arena aquática no Subúrbio

Pacote de obras na região tem recursos por meio do projeto Novo Mané Dendê

Redação
Foto: Valter Pontes/Secom PMS

 

Os primeiros dias de 2026 trouxeram novidades para moradores do Subúrbio de Salvador. A Prefeitura entregou nesta terça-feira (6) um pacote de obras na região por meio do projeto Novo Mané Dendê, que inclui 63 unidades habitacionais, praça, ecoponto e um Centro de Triagem de Recicláveis. Na ocasião, o prefeito Bruno Reis também assinou a ordem de serviço para a construção de uma arena aquática que ficará no bairro do Rio Sena, ampliando a oferta de equipamentos esportivos no entorno.

Os investimentos somam cerca de R$37 milhões e trarão mais desenvolvimento, sustentabilidade e inclusão produtiva, melhorando a qualidade de vida da população local. Segundo o prefeito, o projeto tem trazido impactos significativos no meio ambiente, com a renaturalização do Rio Mané Dendê, assim como nas áreas social e econômica, com geração de renda para as famílias. Ele citou como exemplos o mercado municipal e a realização de cursos profissionalizantes para quem vive na região.

“A nossa expectativa agora é para a entrega do centro cultural, que é um centro de convenções aqui do Subúrbio, ainda neste primeiro semestre. Já as residências que faltam deverão ser concluídas até final de junho. E aí, nesse mesmo período, quero iniciar a obra que, digamos, é a cereja do bolo para fechar com chave de ouro todas essas ações: o teleférico. Estamos concluindo o projeto e, em breve, lançaremos a licitação”, destacou Bruno Reis.

O prefeito assinou ordem de serviço para a construção da primeira arena aquática pública do Subúrbio. A obra terá prazo de execução de sete meses e contará com piscina semiolímpica de 25 metros com cinco raias, piscina rasa totalmente acessível para atividades como hidroginástica, sala de aquecimento, vestiários, depósitos, área administrativa e guarita.

“A Prefeitura fará a segunda arena aquática na cidade (a primeira foi na Pituba), agora, aqui no Subúrbio, para as pessoas poderem fazer natação, para o público da terceira idade fazer hidroginástica, para ser utilizada nos finais de semana como clube social”, anunciou.

Moradias

Na área de habitação popular, os novos 63 apartamentos construídos através do Novo Mané Dendê estão distribuídos em três empreendimentos. No Condomínio Plenitude Residencial, na Rua Camboatá, em Itacaranha, foram entregues 18 apartamentos organizados em dois blocos, com espaço comum para moradores, seis lojas e unidade térrea acessível.

Já o Residencial Campos de Girassol, localizado na Alameda dos Três Franceses, no Alto da Terezinha, conta com 27 apartamentos distribuídos em três blocos, também com área comum, oito lojas e apartamento térreo acessível. Por fim, no Rio Sena, o Condomínio Residencial Villa da Felicidade reúne 18 apartamentos em dois blocos, com espaço comum, seis lojas e unidade acessível no térreo.

Cirlene de Oliveira Santos, 24 anos, foi uma das moradoras que receberam as chaves do novo apartamento e comemorou a mudança de vida. “Antes eu morava numa casa que, quando chovia, a rua alagava e a água entrava pelo banheiro. Com esse projeto, a Prefeitura pagou um aluguel para eu viver numa casa enquanto a obra daqui seria concluída. Gostei bastante e estou muito feliz de iniciar o ano em um novo lar”, disse.

Ainda na região, desta vez na área de lazer, os moradores passaram a aproveitar a Praça Gilton Alves Lima, construída e equipada com uma série de atrativos numa área de 2 mil m². O espaço possui quadra poliesportiva, equipamentos de ginástica e saúde, parque infantil, paraciclos e pergolados.         

“Começar o ano fazendo diversas entregas no Subúrbio é sempre muito bom. O Mané Dendê já está 85% concluído e, tudo o que fizemos aqui, foi pensado para preservação do meio ambiente. Muitas dessas pessoas beneficiadas moravam na margem do rio, fator que também contribuía para gerar poluição. Então, eu digo que tudo isso é muito mais do que obras de infraestrutura, mas envolve um conjunto de iniciativas de proteção ao meio ambiente”, pontuou o secretário municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), Luiz Carlos de Souza.

Sustentabilidade

A Rua Boa Esperança, no bairro de Ilha Amarela, recebeu o terceiro ecoponto inaugurado pela gestão municipal no Subúrbio. Com isso, a estrutura permite o descarte adequado de resíduos de construção e demolição de pequenas obras, resíduos volumosos, poda e recicláveis. O lugar conta com teto e parede verdes, baias cobertas, plataforma de despejo, módulo triturador, áreas de circulação de caminhões e setor administrativo.

O secretário de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal, Ivan Euler, destacou que as duas entregas na área de resíduos representam um avanço histórico. “Estamos tratando do terceiro ecoponto do Mané Dendê, um local específico para receber resíduos de construção civil, que depois são triturados e reaproveitados de forma adequada. E também de uma central de recicláveis que é a maior e mais moderna de Salvador. Há 25 anos a Prefeitura não fazia uma entrega desse porte para uma cooperativa, com tecnologia e energia limpa”, afirmou.

Já o presidente da Empresa de Limpeza Urbana (Limpurb), Carlos Augusto Gomes, destacou a importância do equipamento para a destinação correta de resíduos gerados pelas residências. “A comunidade pode trazer entulho da construção civil e inservíveis como colchão, sofá, cama, geladeira velha. Pode descartar aqui à vontade”, afirmou. Ele lembrou que já são três ecopontos na região e pediu o apoio da população. “Quando esse material é jogado na rua, prejudica o local onde a pessoa mora, desvaloriza a área e, em época de chuva, pode causar alagamentos”, alertou.

No mesmo endereço, foi entregue o Centro de Triagem de Recicláveis, planejado para garantir melhores condições de trabalho aos catadores da Cooperativa de Reciclagem e Serviços da Bahia (Cooperes). As instalações contemplam mesa de separação, fragmentador de papel, empilhadeira, prensa vertical, paleteira, balança eletrônica, entre outros maquinários. A estrutura, inclusive, incorporou soluções sustentáveis como iluminação e ventilação natural, reaproveitamento de água de chuva e uso de energia fotovoltaica.

Presidente da cooperativa, Elias Pires ressaltou o impacto que o espaço proporcionará para os trabalhadores. “Existimos desde 2007 e trabalhamos diretamente com 17 famílias. Antes não tínhamos um espaço adequado para fazer a triagem do que era coletado. Era tudo feito debaixo de sol e chuva. Mas um local como esse, que dispõe de ferramentas e maquinários, a nossa realidade vai mudar”, celebrou.

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