Publicado em 15/03/2026 às 16h20.

Projeto quer dar nome de Milton Santos à nova rodoviária de Salvador

Proposta do deputado Hilton Coelho destaca legado do intelectual baiano no cenário mundial

Redação
Foto: Flicr/Site Milton Santos/Creative Commons

 

O deputado  Hilton  Coelho (PSOL) apresentou projeto de lei, na Assembleia Legislativa, propondo que a nova rodoviária da Bahia (Terminal  Salvador)  passe  a  se chamar Terminal Rodoviário Milton Santos, em reconhecimento a um dos maiores intelectuais brasileiros e um dos mais importantes geógrafos do mundo.

Inaugurada  em  janeiro  de 2026  às  margens  da  BR-324  e integrada ao sistema metroviário, a  nova  rodoviária  concentra  363 linhas  rodoviárias  intermunicipais e ainda não possui denominação definitiva. De acordo com o parlamentar, atribuir ao equipamento o nome de Milton Santos representa um gesto de respeito à trajetória de um pensador que levou o nome da Bahia ao cenário internacional.

Nascido  em  Brotas  de  Macaúbas, Milton Santos foi professor em universidades no Brasil e no exterior, autor de mais de 40 obras traduzidas para diversos idiomas e vencedor do Prêmio Vautrin Lud, considerado  o  “Nobel  da  Geografia”.  Sua  produção  intelectual revolucionou  a  compreensão  do espaço geográfico ao analisar criticamente temas como globalização,  urbanização,  desigualdade social e organização do território.

Para Hilton Coelho, a homenagem  também  possui  forte  dimensão simbólica. “Milton Santos foi  um  intelectual  comprometido com a justiça social e com a compreensão  crítica  do  mundo.  Dar seu nome a um espaço de circulação de milhares de pessoas é reconhecer a grandeza de um baiano que transformou o pensamento geográfico mundial”, afirmou.

Segundo  o  deputado,  a  iniciativa  reafirma  o  compromisso da  Bahia  com  a  valorização  de sua memória intelectual e cultural. “Nomear a rodoviária com o nome de Milton Santos é preservar a história, reconhecer a contribuição de um gigante do pensamento brasileiro e afirmar que a Bahia honra aqueles  que  ajudaram  a  pensar um mundo mais justo e menos desigual”, concluiu.

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