Publicado em 09/04/2026 às 14h25.

Semáforos vandalizados geram mais de R$ 1 milhão de prejuízo em Salvador

Os bairros do Centro são os mais afetados pelos furtos de cabos.

Redação
obras, prefeitura
(Fotos: divulgação/Prefeitura de Salvador)

 

O vandalismo de semáforos gerou um prejuízo de pouco mais de R$ 1,1 milhão aos cofres públicos de Salvador em 2025. A maioria dos casos ocorre durante a madrugada, no Centro da cidade e em avenidas bem sinalizadas. Na tentativa de furtar os cabos de cobre desses dispositivos, criminosos danificam outros equipamentos e provocam transtornos no trânsito da capital baiana.

Segundo a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), entre 2022 e 2025, houve redução no prejuízo provocado por semáforos vandalizados, mas o montante ainda supera a casa de R$ 1 milhão. O superintendente da pasta, Diego Brito, contou que esse crime tem impactos em diversas áreas.

“O furto de cabos vai muito além de um prejuízo financeiro aos cofres da Prefeitura. Trata-se de um atentado contra a vida e a mobilidade de milhares de cidadãos. Quando um semáforo deixa de funcionar por vandalismo, criamos um ponto de insegurança imediata, especialmente para pedestres e motociclistas”, afirmou Brito.

Técnicos da autarquia explicam que os cabos são colocados dentro de um duto que passa a 40 cm de profundidade e é coberto com concreto. Mesmo assim, os vândalos escavam para fazer a retirada da fiação. Alguns criminosos também observam enquanto os trabalhadores estão montando os equipamentos e, depois que as equipes saem, retornam para fazer o furto.

Quando o dano é parcial, ou seja, a fonte alimentadora da sinaleira não é comprometida, o conserto pode levar até 3h. Já quando o dano é total, pode ser necessário até 48h para normalizar. É preciso mobilizar caminhão, trocar peças e deslocar cerca de oito profissionais para resolver o problema.

Nos locais onde a fiação é aérea, os criminosos usam até ferramentas para cortar os cabos. As câmeras de segurança ajudam no monitoramento, mas não têm intimidado a ação dos vândalos. O superintendente pediu colaboração dos cidadãos para coibir ocorrências.

“Estamos intensificando o monitoramento e o diálogo com as forças de segurança, mas é fundamental que a população nos ajude denunciando movimentações suspeitas. Cada cabo levado representa um transtorno direto no dia a dia de quem precisa se deslocar pela nossa cidade”, explica Diego Brito.

Os bairros do Centro lideram as ocorrências

Os locais mais afetados são regiões do Centro, como as avenidas Joana Angélica, Sete de Setembro e J.J. Seabra (Barroquinha); e vias com muitos semáforos, como as avenidas Silveira Martins (Cabula), Barros Reis (Rótula do Abacaxi), Afrânio Peixoto (Suburbana) e Dorival Caymmi (Itapuã).

A maioria dos casos ocorre na madrugada, mas há registros também durante o dia, como uma situação recente flagrada na Ligação Iguatemi-Paralela (LIP). Um homem tentou usar uma ferramenta para furtar os cabos, mas foi detido pela Guarda Civil Municipal.

Quem identificar semáforos com defeito deve acionar a Transalvador pelo 156 ou pelo App NOA Cidadão. Já em caso de flagrantes de tentativas de furto de cabos, o contato deve ser com a Guarda Civil Municipal, via WhatsApp (71) 99623-4955 – a denúncia pode ser em texto, áudio de até 30 segundos ou fotos –, ou a Polícia Militar, pelo 190.

Confira os prejuízos da Transalvador devido ao vandalismo (reparos da rede de sinalização) nos últimos anos:

2022 – R$ 1.627.419,76
2023 – R$ 1.260.458,29
2024 – R$ 1.392.184,80
2025 – R$ 1.160.011,83

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