Publicado em 25/02/2025 às 18h37.

Sosthenes repercute incêndio na Câmara de Salvador e destaca atuação da Codesal

Muitos incêndios ocorrem por causa da falta de manutenção predial, que muitas das vezes é de responsabilidade privada, disse o diretor da Codesal

Neison Cerqueira / Otávio Queiroz
Foto: Otávio Queiroz/bahia.ba

 

O Diretor Geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Sosthenes Macêdo, comentou sobre o incêndio que atingiu a CMS (Câmara Municipal de Salvador) no início da tarde desta segunda-feira (24), no Centro Histórico da capital baiana.

Presente na solenidade de entrega da requalificação do Elevador Lacerda nesta terça-feira (25), no Centro Histórico, o Sosthenes falou com jornalistas.

Ele explicou como é o procedimento adotado pela Codesal em caso de edifícios tombados, como é a Câmara. Segundo ele, muitos incêndios ocorrem por causa da falta de manutenção predial, que muitas das vezes é de responsabilidade privada.

“A Lei de Manutenção predial adota esse tipo de orientação, assim como na Lei de Tombamento, do Iphan, artigo 19, da lei 25/37, aponta que essas edificações tombadas devem ser dadas as suas manutenções pelos particulares. Aponta também que, no caso do particular ser insuficiente para a manutenção, esses órgãos, no caso o Iphan, deverá tomar as providências, para que esses bens tombados sejam garantidos. Não acontecendo, há um disposivito de destombamento, que é uma outra ferramenta utilizada para fluir melhor”, explicou do diretor geral.

De acordo com Sosthenes, a rápida reposta ao incêndio ajudou a causar maiores impactos na estrutura.

“Temos 3 mil edificações. Precisamos dar atenção a essas edificações. O da Câmara tem uma edificação constante, foi uma ocorrência que, diferente de outras não têm a mesma atenção, o mesmo cuidado e aconteceu rapidamente uma reposta, não só da brigada, das equipes internas da própria Casa Legislativa, do Corpo de Bombeiros, das demais organizações como a Codesal, Seman, Limpurb, a prefeitura-bairro, todo mundo se organizou rapidamente, mas a estrutura da Casa já começou a tomar providências em relação a estrutura, o que não ocorre muitas vezes com edificações privadas, que nem sempre consegue buscar o proprietário. Se existe uma questão para tombamento, é necessário que o desdobramento aconteça para que a manutenção do nosso patrimônio histórico seja garantida”, completou.

O diretor reforçou a atuação da Defesa Civil no caso e afirmou que a CMS já foi vistoriada e tomas as medidas cabíveis foram orientadas para que sejam tomadas. “Imediatamente fizemos a vistória, ainda no combate ao incêndio e mesmo depois já estivemos presentes. As equipes internas da Casa já fizeram a retirada dos móveis e das estruturas culturais mobiliários do Salão Nobre, da parte inferior, que ficaram de fazer na sequência. Agora é efetivamente, conversei com o presidente da Câmara, Carlos Muniz, com diretor-geral, Adriano Gallo, com o chefe da Assistência Militar da Câmara, coronel Marcelo Grun, e mantemos contato. Fizemos uma sessão de lona para que fizesse a proteção. As empresas e profissionais que trabalham para Câmara foram acionadas, porque quando a Codesal notifica, é para que o particular contrate esse profissionais habilitados para que sejam tomadas as providências cabíveis”, enfatizou Sosthenes.

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