A Uber iniciou um projeto piloto que vai permitir que os motoristas parceiros gravem as corridas com a câmera do celular em Salvador. O recurso, que será disponibilizado por meio de outro aplicativo, começou a ser testado nesta semana na capital da Bahia com um grupo reduzido de parceiros, contudo, será expandido aos poucos até chegar a todos os motoristas.
O uso da ferramenta não é obrigatório por parte do motorista, no entanto, caso ele opte por usar o piloto, os usuários conectados a esses condutores serão informados que a viagem poderá ser gravada. Se o passageiro preferir, ele poderá cancelar a viagem e buscar outra corrida que não possua a ferramenta. Conforma a Uber, a iniciativa cumpre as regras previstas na legislação de proteção de dados.
Em entrevista ao bahia.ba, o presidente do Sindicato dos Motoristas de Aplicativos, Condutores de Cooperativas e Trabalhadores Terceirizados em Geral da Bahia (Simactter) e vereador, Átila do Congo, aprovou a medida que irá, na visão dele, “salvaguardar os motoristas e diminuir muito os bloqueios injustos”.
“O motorista sofre muito assédio e o passageiro relata o motorista como se ele fosse homofóbico e a empresa bloqueia o motorista”, afirmou o vereador. Na sequência, ele ainda pontuou que em alguns casos, os condutores são desligados injustamente e a empresa não oferece o direito de defesa ao motorista, que fica impossibilitado de trabalhar.
Apesar de comemorar a novidade, Átila do Congo defendeu que seja adotado o escaneamento dos documentos dos passageiros, como ocorre no Chile. De acordo com ele, a medida servirá para inibir a ação de bandidos. O vereador cobrou um maior rigor para a entrada de passageiros e citou um acordo feito entre o Ministério Público da Bahia, a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), o Simactter e os aplicativos Uber e 99 para a proteção dos motoristas.
“É louvável essa medida da Uber. A gente não está aqui só para criticar, parabéns à Uber, mas é necessário que haja esse escaneamento dos documentos”, defendeu.
Medida de segurança
Uma medida já adotada pelo aplicativo é a gravação de áudio nas corridas. Assim como a filmagem, o áudio, que foi lançado em âmbito nacional recentemente, permite que a gravação fique criptografada no celular, sem que ninguém possa ter acesso, até mesmo o motorista, caso ele não possua a chave da criptografia.
A atualização mais recente que permite a filmagem já foi testada em Aracaju (SE), Campo Grande (MS), Natal (RN), Maceió (AL), Ribeirão Preto (SP), São José dos Campos (SP), Sorocaba (SP), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Campinas (SP), Recife (PE), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG). Agora, além de Salvador, chega também a Fortaleza (CE).

