Publicado em 27/03/2020 às 16h48.

Unidade na Bonocô vai atender crianças com suspeita de coronavírus

Abrigo tem capacidade para 20 crianças e adolescentes de 7 a 17 anos

Redação
Foto: Valter Pontes/Secom
Foto: Valter Pontes/Secom

 

Salvador ganhou, nesta sexta-feira (27), um reforço na frente de combate à pandemia do novo cornavírus. Administrada pela Fundação Cidade-Mãe (FCM), a Unidade de Acolhimento Institucional de Permanência Breve vai atender a cerca de 20 crianças e adolescentes de 7 a 17 anos com suspeita de infecção pela Covid-19.

De acordo com a prefeitura, os atendimentos são previstos especificamente para este período de pandemia estabelecida. A unidade de acolhimento especial possui estrutura composta por sala de estar, cozinha, quartos com beliches, sala de recreação, sala da administração e recepção, dentre outros ambientes. Além do acolhimento, também serão oferecidos acompanhamento médico e psicossocial, assim como alimentação e higiene.

Localizada na Avenida Mário Leal Ferreira (Bonocô), a unidade foi inaugurado pela manhã com as presenças do prefeito ACM Neto; das secretárias Rogéria Santos (Políticas para Mulheres, Infância e Juventude) e Ana Paula Matos (Promoção Social e Combate à Pobreza); e da presidente da FCM, Gabriela Macêdo. Prioritariamente, o atendimento será feito a jovens em situação de rua.

“A intenção dessa unidade é fazer com que a criança ou o jovem que esteja com suspeita de coronavírus não se misture com outros que estão inteiramente saudáveis, no intuito de proteger e evitar o contágio principalmente com outras crianças, familiares e idosos. Aqui, será acompanhada a evolução do quadro, são feitos testes e, caso o resultado seja negativo, podem retornar para as famílias ou para a unidade permanente de abrigamento. Em caso positivo, será imediatamente iniciado o tratamento”, afirmou o prefeito.

Apoio a entidades
Na ocasião, o prefeito também anunciou o apoio municipal a 11 entidades que cuidam de crianças órfãs na capital baiana. A medida vai beneficiar 524 crianças, que terão suporte de acompanhamento médico e psicossocial. Além disso, segundo a gestão municipal, as entidades vão receber cestas básicas para reforçar a alimentação dos pequenos abrigados. A Prefeitura vai manter, ainda, um canal permanente de diálogo e comunicação com as instituições, para acompanhamento das demandas.