Publicado em 09/01/2020 às 21h00.

Vendedores inovam e conquistam baianos e turistas nas praias

Banhista encontra de tudo, desde vestuário até comida, bebida e brinquedos

Rayllanna Lima

 

Foto: Romildo de Jesus
Foto: Romildo de Jesus

 

Se durante o verão baianos e turistas recorrem à praia para amenizar o calorão, muitos aproveitam para garantir a renda mensal e conseguir uma graninha extra. Com criatividade, vendedores inovam para conquistar banhistas pelas praias de Salvador, oferecendo produtos que vão além dos variados tipos de bebidas e alimentos, como óculos, chapéu e até mesmo biquíni.

Com uma variedade de modelos, Genivaldo Almeida de Jesus, de 53 anos, escolheu o segmento de roupa de banho para comercializar nas praias da capital baiana. “Vendo biquíni e sunga há mais de sete anos e posso dizer que sai muito bem. Hoje o que sai mais é biquíni florido, desse o modelo ‘empina bumbum’”, disse ele, acrescentando que os turistas são os que mais compram, interessados na moda local.

Diariamente, Genivaldo arrecada entre R$ 500 e R$ 600, com peças de R$ 60 a R$ 65. Para garantir o sucesso nas vendas, Antonio Juriti, de 38 anos, apela para os desejos da criançada. Ele atua nas praias de Salvador e região metropolitana vendendo boias, com preços que variam entre R$ 15 e R$ 30. “Muitas vezes a criança vem chorando e, não tem jeito, o pai tem que pagar. É um apelativo que me dá lucro. A criança viu, gostou, o pai levou”, afirmou, enquanto trabalhava no Porto da Barra.

Segundo ele, as vendas com o produto garantem renda de R$ 300 por dia. Muitos baianos recorrem à cerveja para refrescar durante o verão, mas há outro tipo de bebida caindo no gosto dos banhistas: a caipirinha. Acostumado a preparar a bebida durante as festas de família, Fagner Silva Santos, 39 anos, aproveitou o dom para garantir o lucro.

“Sempre gostei muito de fazer caipirinha em casa, e o pessoal sempre gostou. Aí pensei em começar a vender, e deu certo. Foi uma forma também de sair do desemprego. Agora, estou aqui, trabalhando com isso há quatro anos”, contou. Com drinks que custam R$ 15 cada, Fagner tem feito sucesso entre o Porto e o Farol da Barra. Em dias de bom movimento, ele chega a vender de 30 a 35 caipirinhas, angariando entre R$ 450 e R$ 525.

Quem compra, aprova. “Não vi em nenhum lugar uma caipirinha tão boa quanto essa”, disse à Tribuna a brasiliense Priscila Venâncio, de 28 anos. Natural de Brasília, ela veio à cidade para curtir o Festival Virada Salvador 2020, junto com o amigo Gabriel Amorin. “Essa foi a melhor caipirinha que provei”, reforçou ele.

 

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