Publicado em 27/10/2020 às 14h37.

Martagão Gesteira realiza primeiro transplante pediátrico de medula óssea pelo SUS

Serviço alcança crianças e jovens de 0 a 18 anos, e preenche uma lacuna que permite realização do transplante apenas a partir dos 14 anos

Redação
Foto: Divulgação
Isabela Cerqueira foi a primeira paciente do novo serviço ofertado pelo Hospital Martagão Gesteira. (Foto: Divulgação)

 

O Hospital Martagão Gesteira realizou o primeiro transplante pediátrico de medula óssea pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. O procedimento alcança crianças e jovens de 0 a 18 anos, e preenche uma lacuna deixada por outras unidades, que realizam o transplante de medula óssea apenas a partir dos 14 anos.

“Este transplante é um marco histórico por vários motivos. O primeiro deles é porque vai no cerne da missão do Martagão Gesteira de fazer justiça social do ponto de vista humanitário, na medida em que o Hospital consegue trazer este procedimento inédito para uma população de baixa renda, excluída do serviço de saúde privado e que depende exclusivamente do SUS”, destacou Carlos Emanuel Melo, presidente da Liga Álvaro Bahia Contra a Mortalidade Infantil, mantenedora do Martagão.

Durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (27) para anunciar o novo procedimento realizado pelo hospital, o secretário de Saúde, Fábio Vilas-Boas, afirmou que o governo estadual vai garantir os recursos necessário para continuidade do programa de transplante de medula óssea. O secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates, também participou da ocasião.

De acordo com a assessoria de imprensa do Martagão, dez pacientes estão na fila de espera do transplante de medula óssea. O custo de cada paciente é de R$ 123 mil, mas o hospital trabalha com déficit de R$ 100 mil, já que o SUS repassa apenas R$ 23 mil.

“Esse é o nosso grande desafio. Se houvesse viabilidade econômica, não haveria necessidade de todo esse esforço de uma instituição filantrópica. O próprio mercado de saúde já estaria fazendo. É justamente onde há a inviabilidade econômico-financeira que faz com que esse serviço deixe de ser realizado e que corrobora para a mortalidade infantil”, observou Carlos Emanuel Melo.