Publicado em 05/12/2017 às 19h06.

Promotor discute com perito em júri de Kátia Vargas: ‘Quem te pagou?’

Um dos responsáveis em acusar Kátia Vargas no tribunal, Luciano Assis perguntou quem pagou para o perito Almeri Espíndola, testemunha de defesa, ir ao tribunal

Redação
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Foto: João Brandão / bahia.ba

 

O testemunho do perito Almeri Espíndola, primeira pessoa elencada pela defesa da médica Kátia Vargas, foi marcado por polêmica no final da tarde desta terça-feira (5) no Fórum Ruy Barbosa, no Centro de Salvador.

Assim que Espíndola começou a falar, a acusação pediu questão de ordem porque, segundo o advogado Daniel Keller, o assistente técnico não poderia ser tratado como testemunha. A juíza discordou e deu seguimento à fala.

Em todo o seu discurso, o perito afirmou que a mancha vermelha presente no carro pode não ser do capacete de Emanuel Gomes e, portanto, não teria ocorrido colisão entre a moto na qual estavam as vítimas e o carro de Kátia. “Testemunha pode montar algo que aconteceu e acreditar que está falando a verdade. Com velocidade grande as pessoas não têm condições de ver tudo”, declarou, em referência ao depoimento das testemunhas de acusação.

Entretanto, quando questionado pelo promotor Davi Gallo se há material o suficiente para comprovar que não houve choque, o perito desconversou: “Não tem. Eu estou apenas comentando o caso”. A discussão prosseguiu e Gallo questionou se o que foi dito pelas cinco testemunhas de acusação foi uma “alucinação coletiva”.

O promotor Luciano Assis perguntou, então, quem pagou salário e hotel para o perito estar presente no julgamento. Houve discussão entre os dois e a juíza Gelzi Souza suspendeu a sessão por cinco minutos. Pouco depois, a segunda testemunha da defesa foi chamada para falar.

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