Publicado em 30/11/2017 às 06h15.

Eike Batista diz ser ‘soldado do Brasil’

O empresário defendeu os empréstimos tomados junto ao BNDES por suas empresas e comparou a Lava Jato a uma revolução

Redação
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

 

O ex-homem mais rico do Brasil, Eike Batista, afirmou à CPÌ do BNDES nesta quarta-feira (29) que é um “soldado do Brasil”. O empresário já foi preso por pagar propina a políticios.

Segundo a Folha, Batista defendeu os empréstimos tomados junto ao BNDES por suas empresas e comparou a Lava Jato a uma revolução, mas disse sobre sua prisão que “revoluções às vezes cometem erros”.

“Eu sou brasileiro, sempre fui um soldado do Brasil, os meus recursos sempre foram investidos no Brasil”, afirmou o empresário, em sessão que durou cerca de uma hora e 40 minutos. Ele disse que os empréstimos do grupo EBX com o BNDES foram cancelados, e foram assumidos pelas empresas que compraram os empreendimentos do grupo durante sua crise.

Segundo ele, o banco entrou R$ 10 bilhões em empreendimentos do grupo em um universo de R$ 120 bilhões de investimentos, o que chamou de uma “complementação de capital”.

Além disso, ao longo do depoimento, o empresário disse que sua prisão foi um erro da Lava Jato, comparou, em referência velada, a uma revolução. “Eu mesmo como brasileiro acho que tudo isso [a investigação] é excelente”, afirmou, para emendar dizendo “revoluções às vezes cometem erros”.

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