Publicado em 26/10/2019 às 15h00.

Obras de requalificação da orla entre Amaralina e Pituba são iniciadas

Com previsão de entrega em 12 meses, intervenções envolvem a implantação de novos equipamentos e meios de acessibilidade à praia

Redação
Foto: Divulgação/Secom
Foto: Divulgação/Secom

 

A Prefeitura de Salvador deu início neste sábado (26) às obras de requalificação de mais um trecho de orla, desta vez entre os bairros de Amaralina e da Pituba. Com investimento de R$38,8 milhões e previsão de entrega em 12 meses, as intervenções envolvem a implantação de novos equipamentos e universalização do acesso à praia.

“Após a conclusão de mais essa obra, Salvador terá o mais longo trecho de orla requalificado da sua história, contando desde a Barra até o Rio Vermelho, de forma ininterrupta. É uma mudança definitiva no desenho de nossa cidade, que, no passado, era lembrada por ter um litoral abandonado e esquecido”, discursou o prefeito ACM Neto, que assinou a ordem de serviço para o início das intervenções no Largo das Baianas

Coordenado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), o projeto da nova orla Amaralina-Pituba integra o Programa de Requalificação Urbanística (Proquali), financiado pela Corporação Andina de Fomento (CAF), e prevê novo paisagismo e elementos que proporcionarão maior uso e apropriação da população ao espaço público. As obras serão executadas pelo Consórcio Orla Marítima em um trecho de 3,3 quilômetros de extensão.

Dentre as mudanças previstas no perímetro que vai do Quartel de Amaralina e o Jardim dos Namorados, haverá instalação de acessos à praia em todas as paradas de ônibus, que serão dotados de rampas, escadas e pérgula, guarda-corpo, muretas, além de semáforos inteligentes e iluminação LED.

“A gente só não começou essa obra antes porque havia um projeto do governo do estado para requalificar a orla entre Amaralina e Pituba. Mas, assim como aconteceu com o Centro de Convenções, isso ficou apenas na promessa. Como eles não fizeram, nós decidimos fazer, pois aqui na nossa gestão não tem só discurso. Não vivemos de propaganda”, afirmou ACM Neto.

Colônia de pescadores

Segundo a gestão municipal, a praça João Amaral, em Amaralina, ganhará quadra poliesportiva, parque infantil, quiosques de coco e acarajé e equipamentos de ginástica e paraciclo. A prefeitura diz que também construirá a primeira Colônia de Pescadores do bairro, com 87 metros quadrados, para dar suporte a 20 pescadores que atuam na região.

Já a praça do Budião, no mesmo bairro, receberá um tratamento com plataforma única, ou seja, sem desnível entre passeio e meio-fio. De acordo com projeto da obra, o revestimento do piso será em blocos de concreto intertravado. Esta última, diz a prefeitura, é uma das características comuns a todos os trechos da orla que já foram requalificados pela atual gestão municipal.

Espaço das baianas

Com a intenção de devolver ao Largo das Baianas a sua importância turística e histórica no contexto na cidade, será instalada uma escultura, assinada pelo artista visual Bel Borba, em homenagem a essas profissionais. O posicionamento do monumento foi definido de modo que o transeunte possa percebê-lo a distância. O piso será trabalhado em pedra portuguesa nas cores vermelha, branca e preta.

A estrutura atual será substituída por um novo quiosque em madeira com acomodação para dez baianas de acarajé e espaço para uma roda de capoeira. Também serão instalados um parque infantil, equipamentos para academia de ginástica e quiosque para a comercialização de coco.

Ioga, tai chi chuan e meditação

Na entrada da rua Visconde de Itaboraí, também em Amaralina, será construída uma academia de saúde. Para o trecho em frente à saída da rua Pará, a FMLF projetou uma grande pérgula, destinada à prática de atividades ao ar livre, como ioga, tai chi chuan e meditação. No espaço, também haverá quiosques para a venda de coco, acarajé, equipamentos de ginástica e paraciclos.

Inaugurada em dezembro de 2018, junto com a entrega da Arena Aquática Salvador e a requalificação da Praça Wilson Lins, a Colônia de Pescadores da Pituba também está inserida nesse projeto. Com uma estrutura de 123 m², abrigará 40 pescadores e possui quatro pontos de comércio (boxes), uma área para guardar motores, sanitários masculino e feminino (com vestiário e espaço para banho), local para tratamento do pescado e 40 armários individualizados para cada pescador.

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