Publicado em 04/02/2021 às 17h40.

Para reduzir escassez, indústria plástica cria sistema de troca de matéria-prima

Em grupo de WhatsApp, empresas do setor ofertam eventuais excedentes; Sindiplasba prepara nacionalização de ideia baiana

Adriano Villela
Foto: Betto Jr/Coperphoto/Fieb
Foto: Betto Jr/Coperphoto/Fieb

 

Com crônica falta de resinas e pigmentos necessários para garantir a continuidade da produção, indústrias do setor plástico da Bahia criaram um banco de insumos para permuta de matéria-prima. A iniciativa começou a funcionar na semana passada, por meio de um grupo de WhatsApp do Sindicato da Indústria de Plástico do Estado da Bahia (Sindiplasba). Proposto pelo gerente da Ciaplast, Alexandre Marino, o Banco de Resinas já gerou suas três primeiras negociações.

“Constantemente há falta de matéria-prima, mas a empresa pode ter um excedente de 10 a 20 toneladas de uma resina e escassez de outra. O que fazemos é uma aproximação entre as empresas”, explicou ao bahia.ba o presidente do Sindiplasba, Luiz Oliveira.Este ramo possui 220 indústrias em operação na Bahia. O Sindiplasba reúne 33 empreendimentos, que respondem por 95% do PIB do setor Plástico no estado.

Conforme o presidente do Sindiplasba, a dificuldade de encontrar resinas como polipropileno e polietileno é resultado da existência de um fornecedor nacional (a Braskem) e barreiras para comprar no exterior – imposto de importação (14%) e taxas de antidumping (10%). Entre países da OCDE, a taxa de importação de resinas é de 6,5%.

Oliveira, que é tambem diretor da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) e da Associação Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplast), contou que prepara a inclusão de todos os sindicatos nesta iniciativa. A intenção é federalizar o Banco de Resinas até o final deste mês.

No segundo semestre do ano passado, a escassez de insumo na indústria plástica foi mais grave, pois todas as cadeias enfrentaram descompasso por matéria-prima no primeiro momento de retomada pós quarentena na primeira onda da pandemia do novo coronavírus. Na Bahia, fábricas de plástico chegaram a parar a produção e gerar paralisações em no elo seguinte da cadeia. O setor também fornece itens essencias em outros ramos, como embalagens, encanamentos e eletrodomésticos.

 

Mais notícias

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Settings ou consulte nossa política.