Justiça nega pedido de Marçal para censurar livro que o chama de criminoso

    Na decisão, desembargadores argumentam que publicação possui caráter jornalístico e investigativo

    Foto: Reprodução/Redes Sociais

    O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou o pedido de liminar do empresário Pablo Marçal, que buscava retirar de circulação um livro que, dentre outras coisas, o chama de criminoso. Na decisão, os desembargadores argumentam que a publicação possui caráter jornalístico e investigativo, havendo interesse público nos fatos narrados.

    A publicação, chamada ‘Pablo Marçal: a trajetória de um criminoso’, do escritor e jornalista Cristiano Silva, liga Marçal a atividades ilícitas, incluindo crimes cibernéticos e desvios de dinheiros de contas bancárias.

    Em um dos trechos do livro, há o seguinte relato de uma fonte não identificada: “Todo rico tem um passado para contar sobre sua fortuna (…) Já observou que Pablo Marçal é um milionário sem passado? De repente, rico, conselheiro do mundo, pai da sabedoria. Quem deu a ele o pote de ouro ou a mala cheia de grana? Deus ou o capeta?”

    Apesar do indeferimento da liminar, a ação segue em trâmite, e o Tribunal ainda julgará se houve abuso ou não na obra ou até mesmo violação à honra do autor.