BNDES muda carteira por causa de prejuízo no primeiro semestre
De acordo com a presidente do banco, Maria Silvia Bastos Marques, a diretoria vai analisar propostas de revisão da política de financiamento, ainda nesta semana

A presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques, atribuiu ao passado o prejuízo de R$ 2,174 bilhões registrado no primeiro semestre, o primeiro em 13 anos. “Agora estamos fazendo planos para o futuro, inclusive em relação ao BNDESPar”, afirmou nesta segunda-feira (15) a executiva, referindo-se ao braço do banco, responsável por participações em empresas. O balanço do BNDES foi divulgado na sexta-feira (12).
“O que eu posso dizer é que, na nossa visão, a carteira do BNDESPar precisa ser renovada, porque é uma fonte importante de investimentos, de financiamentos e, portanto, de aporte em novas empresas e em novos projetos”, disse Maria Silvia, após participar de reunião com o governo do Rio para apresentar um modelo de concessão da área de saneamento do Estado, hoje controlada pela Cedae.
A presidente do BNDES afirmou ainda que a diretoria do banco vai analisar propostas de revisão da política de financiamento, em reunião nesta semana. “Já teve mudança para o leilão de transmissão. Em breve, anunciaremos as novas condições de financiamento do banco para todos os setores”, disse.
Infraestrutura – O BNDES quer diminuir sua participação no financiamento de projetos via debêntures de infraestrutura – os títulos de dívida emitidos por empresas para financiar empreendimentos.
A nova política do banco para as debêntures está em fase de discussão, contou Eliane Lustosa, diretora de Administração e Recursos Humanos e Mercado de Capitais do BNDES. “Tem uma discussão que está acontecendo no governo para definir regras mais claras daí para a frente, para os novos projetos. Queremos abrir espaço também para o mercado atuar”, justificou Eliane.
Segundo ela, um dos pontos em debate seria a presença excessiva do banco no passado, que teria acabado por expulsar o setor privado em alguns casos. “Estamos revendo a participação. Estamos ainda em fase de discussão de quais são os reais empecilhos, as dificuldades para o mercado entrar em papéis como esse; discutindo as várias formas de, por um lado, diminuir a participação do banco abrindo espaço para o setor privado, mas atuando de uma maneira muito pontual nas assimetrias, nos gaps ”
Eliane reconheceu que a natureza do investimento pode afetar, do ponto de vista contábil, investidores como os fundos de pensão.
Antonio Augusto de Miranda e Souza, diretor de administração da Funcef, fundo de pensão da Caixa Econômica Federal, afirmou que o Comitê Monetário Nacional deve criar medidas para evitar a superposição de limites de fundações em empresas.
Atualmente existe a possibilidade de um fundo adquirir debêntures de companhias que já são investidas no limite máximo previsto. Segundo Souza, essa permissão pode deixar que um fundo de pensão fique superexposto a empresas ou vire um controlador da companhia. “Eu posso ter participação acionária (de uma empresa), posso ter uma debênture, então por meio dessa soma de limites posso extrapolar a linha ‘marcatória’ original, que é 25%”, disse Souza.
Ele lembrou o exemplo da concessionária de infraestrutura Invepar, que é controlada por três dos principais fundos de pensão estatais do país. “A Funcef (Caixa), a Previ (Banco do Brasil) e a Petros (Petrobras) são sócias da Invepar, cada uma com 25%, mas ao final do ano passado elas compraram debênture da Invepar, porque estavam com dificuldade de caixa, e extrapolaram o limite, porque a lei não estabelece limite cruzado”, alertou.
Mais notícias
-
Economia10h31 de 03/03/2026
PIB do Brasil cresce 2,3% em 2025 e supera expectativas do mercado
Dados do IBGE divulgados nesta terça (3) mostram que economia brasileira somou R$ 12,7 trilhões
-
Economia09h57 de 03/03/2026
Especialista aponta alta de golpes digitais no início do ano; saiba como se proteger
Com aumento de transações em janeiro e fevereiro, criminosos clonam páginas e simulam instituições de ensino para roubar dados.
-
Economia21h30 de 02/03/2026
Conflito no Oriente Médio impulsiona dólar e mexe com o mercado financeiro
Durante a manhã, a moeda americana chegou a atingir o pico de R$ 5,21
-
Economia20h20 de 27/02/2026
Governo recua e revoga parte de alta de imposto sobre eletrônicos
Decisão foi aprovada nesta sexta-feira (27) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior
-
Economia15h53 de 26/02/2026
Bahia registra alta de 15,2% no turismo internacional em janeiro de 2026
Estado recebeu 30,1 mil visitantes estrangeiros e lidera entrada de turistas no Nordeste
-
Economia13h44 de 26/02/2026
Governo prepara antecipação do 13º do INSS em 2026
Pagamento deve ocorrer em abril e maio e beneficiar cerca de 35 milhões de pessoas
-
Economia10h16 de 26/02/2026
Paulo Cavalcanti oficializa candidatura à presidência da FACEB
Ex-presidente da ACB coloca nome à disposição para suceder Clóvis Cedraz com foco em alternância
-
Economia22h00 de 23/02/2026
Dólar recua para R$ 5,16 e registra a menor cotação desde maio de 2024
Com o fechamento de hoje, o dólar acumula uma queda expressiva de 5,83% apenas no ano de 2026
-
Economia13h59 de 23/02/2026
Feirão Limpa Nome da Serasa começa com descontos de até 99%
Mutirão nacional de renegociação de dívidas começa nesta segunda-feira (23)
-
Economia12h00 de 23/02/2026
CNPJ terá letras e números no Brasil a partir de 2026; entenda
Novo formato começará a ser adotado pela Receita Federal a partir de julho de 2026










