Israel aprova ofensiva militar para ocupar Gaza
Medida gera reações mundo afora e reforça declarações feitas pelo primeiro-ministro israelense na quinta (7)

O gabinete político e de segurança de Israel aprovou nesta sexta-feira (8) para assumir o controle do território de Gaza, atualmente sob o controle do grupo terrorista Hamas, em uma medida que expande as operações militares na região, o que intensificou as críticas no país e no exterior sobre a devastadora guerra que já se estende há quase dois anos.
Segundo matéria do InfoMoney, aliados de extrema-direita da coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu vinham pressionando o chefe do estado israelense para uma tomada total de Gaza, como parte de sua promessa de erradicar os militantes do Hamas, embora os militares tenham alertado que isso poderia colocar em risco a vida dos reféns restantes.
A decisão foi tomada depois de várias tentativas fracassadas de mediar um cessar-fogo e em meio a um crescente clamor internacional diante das imagens de crianças palestinas famintas, destacando um desastre humanitário cada vez mais profundo no enclave destruído.
“As Forças de Defesa de Israel se prepararão para assumir o controle da Cidade de Gaza enquanto fornecem ajuda humanitária à população civil fora das zonas de combate”, disse o gabinete de Netanyahu em um comunicado.
Apesar de ter afirmado na quinta-feira (7), Netanyahu ter afirmado que Israel pretendia assumir o controle militar da Faixa de Gaza, o plano aprovado nesta sexta concentra-se especificamente na extensa na cidade de Gaza, maior centro urbano do território, localizado ao norte.
De acordo com informações do portal americano Axios, o plano israelense envolve a retirada de civis palestinos da cidade antes do lançamento de uma ofensiva terrestre no local. As forças de Israel já detêm o controle de cerca de 75% da estreita faixa costeira, e Netanyahu afirmou em entrevista ao canal Fox News Channel que seu governo pretende ocupar o resto da região: “Pretendemos fazê-lo.”
O primeiro-ministro pontou, no entanto, que após ocupar o território, Israel pretende entregá-lo as forças árabes para que o governem. Ele não entrou em detalhes sobre os arranjos de governança ou quais países da região poderiam estar envolvidos.
“Não queremos ficar com ele. Queremos ter um perímetro de segurança. Não queremos governá-lo. Não queremos estar lá como um órgão governamental”, declarou ele.
A relação entre Israel e seus vizinhos do mundo árabe nunca foi amigável, com a maioria das nações da região defendendo a legitimidade do Estado da Palestina.
Repercussão
O anúncio da medida militar israelense gerou imediatas reações de diversas figuras da geopolítica mundial. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que a decisão de Israel de tomar a Cidade de Gaza é errada e pediu que o país reconsidere.
“Essa ação não fará nada para pôr fim a esse conflito ou para ajudar a garantir a libertação dos reféns. Ela só trará mais derramamento de sangue”, afirmou.
Já o premiê australiano Anthony Albanese pediu que Israel “não siga esse caminho”.
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