Publicado em 28/08/2025 às 18h30.

Lula aproveita megaoperação contra PCC para endurecer embate com Trump

Presidente norte-americano acusou o país de não reagir ao avanço do crime transnacional

Redação
Foto: Ricardo Stuckert/PR

 

O governo federal utilizou a operação da Polícia Federal (PF), realizada nesta quinta-feira (28)  contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis, para “dar uma resposta” às críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusou o Brasil de ser conivente com o crime organizado.

A ação, articulada com o Ministério Público de São Paulo e o Gaeco, mirou inicialmente 50 alvos no estado paulista e depois se expandiu para outros estados e ramos da economia. Apesar do respaldo de Brasília, o protagonismo de São Paulo na origem das investigações gerou desconforto no Palácio dos Bandeirantes.

O governador Tarcísio de Freitas destacou em suas redes sociais o papel das forças estaduais. “Parabéns ao Gaeco e às nossas polícias pelo trabalho firme contra o crime organizado”, escreveu.

Na Secretaria da Fazenda paulista, o clima foi semelhante, com técnicos reforçando que o estado foi pioneiro ao adotar medidas como a solidariedade tributária, que obriga postos a recolher tributos quando compram combustíveis de distribuidoras barradas por fraude ou sonegação.

Fontes do Planalto, contudo, afirmam que a estratégia de Lula foi usar a operação como resposta política aos ataques de Trump, que elevou tarifas contra o Brasil e acusou o país de não reagir ao avanço do crime transnacional.

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