Simões Filho: Vereador minimiza polêmica em sessão da Câmara

    Proposta, que trata da transação de créditos tributários e não tributários, foi aprovada por unanimidade após ajustes feitos pelos parlamentares

    Foto: André Souza/Bahia.ba

    O vereador Carlos Neto (PSDB) minimizou a polêmica que marcou a 20ª Sessão Ordinária da Câmara de Simões Filho, realizada na última terça-feira (26), durante a votação do Projeto de Lei nº 014/2025, enviado pelo Executivo. A proposta, que trata da transação de créditos tributários e não tributários, foi aprovada por unanimidade após ajustes feitos pelos parlamentares.

    O texto original previa que o procurador fiscal do município recebesse 10% de todos os processos judiciais arrecadados, o que poderia elevar sua remuneração a valores milionários. O artigo foi retirado do projeto depois de críticas de vereadores, entre eles Genivaldo Lima (União Brasil), que considerou a medida imoral. Ele lembrou ainda que o atual procurador, Kemmuel Menezes, é genro do ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha).

    Para Carlos Neto, o debate no plenário faz parte do processo legislativo. “Na política isso acontece, né? Cada vereador defendendo sua bandeira, seu grupo político. O clima esquenta, mas fica restrito ao plenário. Não há inimizade, todos querem o melhor para a cidade”, afirmou.

    O parlamentar também explicou o motivo da sessão do dia 19 de agosto não ter ocorrido. Segundo ele, não houve boicote. “Alguns vereadores não puderam se fazer presentes, não deu o quórum suficiente. Hoje a sessão aconteceu na maior normalidade, aprovamos projetos e indicações. Claro que, em alguns momentos, o ânimo esquenta, mas isso é natural do parlamento”, disse.

    Com a retirada do artigo polêmico, o projeto foi aprovado sem novos impasses, mantendo a lei que impede servidores de receberem mais do que 90% do salário do prefeito.