Aladilce explica retirada de votação do reajuste dos professores

    Segundo a edil, escolha de adiar o debate respeitou a deliberação da categoria; entenda

    Foto: Henrique Costa/Bahia.ba

    A votação do Projeto de Lei Complementar nº 03/2025, que trata do reajuste dos professores da rede municipal de Salvador, foi retirada da pauta da Câmara nesta quarta-feira (24). A decisão ocorreu após impasse entre a Casa e a APLB Sindicato, que apresentou emendas não contempladas pelo texto.

    Segundo a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), líder da oposição, a escolha de adiar o debate respeitou a deliberação da categoria. Ela contou que, após reunião considerada positiva no dia anterior, uma nova assembleia de professores definiu que não era o momento para avançar.

    “Tivemos uma reunião ontem que nos animou, mas hoje a assembleia apontou que o projeto ainda tem dois artigos que não contemplam os professores. Por isso, entendemos que era melhor suspender a votação para abrir espaço a um acordo. Ficamos preocupados com a demora, mas resolvemos respeitar a decisão da categoria”, explicou a parlamentar ao bahia.ba.

    Entre as oito emendas apresentadas pela APLB, duas foram rejeitadas: a que busca evitar prejuízos aos aposentados e a que restabelece a linearidade de 2,5%, retirada do texto original.

    Críticas à LOUOS

    Na mesma ocasião, Aladilce também criticou a aprovação do Projeto de Lei nº 175/2024, que altera a Lei de Ordenamento e Ocupação do Uso do Solo (LOUOS). Para a vereadora, além de apresentar “vício de origem” por não ter passado pelo Conselho da Cidade, o texto ameaça áreas de proteção ambiental e comunidades tradicionais.

    “Esse projeto não poderia sequer tramitar sem a análise do Conselho da Cidade, como determina o PDDU. Além disso, traz mudanças que afetam as ilhas de Salvador, retirando atividades que garantem a sobrevivência de comunidades originárias. É uma proposta que prejudica o meio ambiente e tem impacto social direto”, afirmou.