Fim do Banco Master: saiba como reaver o dinheiro de investimentos após liquidação do BC
Medida congela todos os valores aplicados na instituição; saiba como reaver valores após decisão do Banco Central

Após semanas de instabilidade, o Banco Central (BC) decidiu colocar o Banco Master sob administração especial temporária por 120 dias e decretar a liquidação extrajudicial do conglomerado na terça-feira (18). A medida congela todos os valores aplicados na instituição a partir da data da liquidação, o que levanta dúvidas sobre o destino dos investidores, já que o banco era conhecido por oferecer taxas bastante acima da média do mercado.
O bahia.ba conversou com especialista do mercado para explicar o que acontece agora e como os investidores podem reaver o dinheiro por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Histórico conturbado
A liquidação extrajudicial, segundo o economista e professor Augusto Vasconcelos, ocorre quando o banco não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as atividades, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até extinguir a instituição. “O Banco Master já enfrentava risco de falência devido ao alto custo de captação e a investimentos considerados arriscados”, afirmou.
A instituição vinha operando há meses sob um cenário turbulento, especialmente por causa de CDBs que prometiam até 40% acima da taxa média do mercado. As investigações da Polícia Federal (PF) apontam que o Master emitiu R$ 50 bilhões em títulos sem comprovar liquidez suficiente para honrar pagamentos. A operação da PF também levou à prisão do presidente do banco, Daniel Vorcaro, além de cumprir mandados em cinco estados. O objetivo é apurar a venda de créditos falsos utilizados para simular lastro dos investimentos.
O que acontece com o dinheiro dos clientes
Com a liquidação decretada, parte dos investidores passa a contar com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo privado que funciona como seguro para correntistas e aplicadores em cenários de crise. O FGC cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição financeira.
No caso do Banco Master, estão cobertos pelo FGC investimentos como CDBs, RDBs, LCIs e LCAs. A indenização considera o valor aplicado mais os rendimentos acumulados até a data da liquidação, respeitando o limite de cobertura.
Ainda segundo Vasconcelos, embora a garantia exista, o pagamento não é imediato. “O processo só começa quando o liquidante envia ao FGC a lista completa de credores. Essa etapa, em outras liquidações, levou cerca de 30 dias. Com os dados consolidados, o fundo libera o sistema para que os clientes solicitem o ressarcimento”, explica.
Como pedir o ressarcimento
O FGC afirma que dará início aos pagamentos assim que receber todas as informações do liquidante. O processo funciona assim:
Para pessoas físicas:
– A solicitação deve ser feita pelo aplicativo do FGC (Android e iOS).
– É necessário realizar um cadastro básico, validar biometria, enviar documentos e indicar a conta bancária para receber o valor.
Para pessoas jurídicas:
– O pedido deve ser feito diretamente no site do FGC.
Depois da assinatura do termo de solicitação, o pagamento costuma ocorrer em até 48 horas úteis, desde que todos os dados estejam corretos. Em casos recentes, o intervalo entre a liquidação e a compensação aos investidores variou entre 14 e 40 dias.
Para dúvidas adicionais, o FGC orienta que os credores entrem em contato pelo e-mail atendimento.credores@fgc.org.br.
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