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Publicado em 21/01/2026 às 21h20.

Gestão de pessoas deve atuar como motor da inovação em 2026, apontam especialistas

Competências como comunicação clara, pensamento analítico e inteligência emocional se tornam fundamentos obrigatórios no mundo do trabalho

Redação
Foto: Jonathan Borba

 

Com a aceleração das transformações digitais e a constante pressão por resultados imediatos, o ano de 2026 desponta como um período em que as organizações são desafiadas a enxergar além da tecnologia. O consenso entre especialistas é que, embora as ferramentas digitais sejam indispensáveis, o capital humano permanece como o maior diferencial competitivo.

Diante desse cenário, muitas empresas estão revisitando suas prioridades para colocar o comportamento, a liderança e a cultura no centro da estratégia de negócios.

De acordo com Angela Maria Frata, professora da Estácio e especialista em Gestão de Recursos Humanos, o mercado atravessa um momento de amadurecimento onde se compreende que a tecnologia só atinge seu potencial pleno quando as pessoas estão preparadas para utilizá-la estrategicamente.

Ela ressalta que “as empresas têm percebido que, sem equipes capazes de interpretar dados, tomar decisões complexas e liderar processos de mudança, qualquer ferramenta perde grande parte do seu valor”. Essa visão reforça que o sucesso organizacional depende de uma integração inteligente entre a capacidade analítica das máquinas e a sensibilidade humana.

A especialista observa que o próximo passo para as organizações é evoluir de ações básicas de bem-estar para práticas que impulsionem o desempenho e a aprendizagem contínua. Isso exige a formação de lideranças que atuem como mentoras, a construção de ambientes que favoreçam a autonomia e a integração definitiva do desenvolvimento humano nas decisões centrais da empresa.

Angela reforça que esse investimento traz retornos claros em produtividade e qualidade, destacando que “quando alguém sente que seu desenvolvimento é levado a sério, a confiança se fortalece e o desempenho cresce de forma natural”.

Para 2026, competências como comunicação clara, pensamento analítico, inteligência emocional e visão sistêmica deixam de ser diferenciais para se tornarem fundamentos obrigatórios no mundo do trabalho.

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