Publicado em 28/01/2026 às 14h10.

Vereador diz que chapa puro G isola o PT e pode levar Wagner e Rui à derrota

Parlamentar afirmou que a estratégia tende a isolar ainda mais o partido no estado

André Souza

 

O vereador de Salvador Cláudio Tinoco (União Brasil) criticou nesta quarta-feira (28) a chamada “chapa puro G”, defendida por lideranças do PT para a eleição de 2026 na Bahia, e afirmou que a estratégia tende a isolar ainda mais o partido no estado. Em entrevista à rádio CBN, Tinoco associou a proposta à manutenção do poder petista e disse que a fórmula já mostrou fragilidades em outros momentos da política baiana.

“Wagner fica tentando tirar esse nome de puro sangue porque ele sabe que o sangue é a marca também do PT aqui na Bahia. O sangue da violência, na verdade. Essa coisa do puro sangue já não deu certo em outros momentos”, afirmou o vereador, em referência ao senador Jaques Wagner (PT).

Segundo Tinoco, a tentativa de rebatizar a chapa seria uma forma de “aliviar” o desgaste político da decisão. Para ele, o PT estaria “atordoado” diante do cenário nacional e estadual, especialmente após a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD, movimento que, na avaliação do vereador, fortalece o campo oposicionista na Bahia.

“A verdade é essa: cada vez o PT mais isolado, porque essa é uma marca do PT. Fizeram isso com Lídice, fizeram isso com o João Leão, fizeram com o Marcelo Nilo, estão fazendo com o Angelo Coronel”, disse. Tinoco citou ainda o desempenho de Geraldo Júnior (MDB) na eleição municipal de Salvador como exemplo de desgaste. “Ficar em terceiro lugar naquela eleição foi um desastre”, afirmou.

Na avaliação do vereador, a disputa interna no PT também estaria relacionada ao receio de lideranças tradicionais perderem espaço. “A gente sabe que o projeto do PT é um projeto de poder. Wagner está preocupado em perder a vaga. Hoje ele está atrás de João Roma nas pesquisas para o Senado”, declarou.

Tinoco projetou ainda um cenário favorável à oposição em 2026, caso o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) vença a eleição para o governo do estado. Segundo ele, há possibilidade de alinhamento entre o voto para governador e para senador, fenômeno recorrente na política baiana. “O que pode acontecer nas eleições de 2026 é ACM Neto eleito governador e os dois senadores da chapa dele eleitos”, disse.

O vereador mencionou nomes que poderiam compor essa chapa, como João Roma, Angelo Coronel, Marcelo Nilo, Márcio Marinho ou Adolfo Viana. Para Tinoco, o risco para o PT é concreto. “Existe a possibilidade de eleger dois senadores alinhados à eleição da ACM Neto, e Wagner e Rui Costa perderem a eleição ao Senado. Não descartem isso”, afirmou.

 

André Souza
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música, atualmente trabalha como repórter de Política no portal bahia.ba.

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