Gleisi sai em defesa de Lula e minimiza reunião fora da agenda com banqueiro do Master

    Gleisi afirmou não saber o conteúdo da conversa, mas destacou que é comum o presidente receber representantes do setor

    Foto: José Cruz/Agência Brasil

    A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), buscou reduzir a repercussão do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, realizado fora da agenda oficial em dezembro de 2024, no Palácio do Planalto.

    À jornalistas, Gleisi afirmou nesta quarta-feira (28), não saber o conteúdo da conversa, mas destacou que é comum o presidente receber representantes do setor empresarial.

    “Qualquer que tenha sido a conversa, o presidente Lula recebe muita gente. Já recebeu outros donos de banco, já recebeu outras pessoas do mercado financeiro”, defendeu.

    “A orientação do presidente para o governo era para atuar na estrita técnica e legalidade para a apuração dos fatos, e foi assim que aconteceu”, completou a ministra.

    Gleisi ainda reforçou que encontros desse tipo fazem parte da rotina presidencial. “Isso é da natureza do cargo presidencial, conversar com todos da sociedade. Eu não vejo problema nenhum em relação a isso”.

    Encontro articulado por Mantega

    A reunião entre Lula e Vorcaro teria sido intermediada pelo ex-ministro Guido Mantega. Reportagens passaram a apontar ligações de dirigentes do Banco Master com autoridades dentro do governo federal.

    Noticiado pela colunistas Andreza Matais, do portal Metrópoles, a repostagem indica que Mantega foi contratado como consultor do banco por R$ 1 milhão por mês, a pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

    O encontro no Planalto durou cerca de uma hora e meia e contou com a presença dos ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), além de Gabriel Galípolo, então indicado para a presidência do Banco Central. Também participou Augusto Lima, que à época era CEO do Banco Master.