Publicado em 14/02/2026 às 23h49.

Moradores de Praia do Forte reclamam de barulho e superlotação no Carnaval da região

Segundo as denúncias enviadas ao bahia.ba, estrutura de equipamentos sonoros nas ruas tem gerado um efeito cascata de problemas logísticos

Otávio Queiroz
Foto: leitor/bahia.ba

 

Conhecida como um refúgio de tranquilidade e destino preferido de famílias e idosos, a vila de Praia do Forte, no Litoral Norte da Bahia, enfrenta um Carnaval de tensões em 2026. Moradores e veranistas reclamam que o tradicional perfil pacato da localidade foi substituído por uma estrutura que tenta mimetizar o Carnaval de Salvador, com mini-trios, música alta até altas horas e um colapso na infraestrutura urbana.

O descontentamento é generalizado entre quem possui residência no local há anos. Uma moradora com casa na vila há quase uma década, que não quis se identificar, descreveu o cenário deste ano como “assustador”. Segundo ela, o charme histórico das fanfarras e dos tradicionais “caretas” deu lugar a uma sonoridade que não condiz com a proposta da região.

“É uma imitação de Salvador com trio elétrico e música de baixaria. Eu acho esse tipo de festa interessante lá, mas aqui não comporta. É uma cidade muito menor que já entope com facilidade”, desabafa a moradora ao bahia.ba.

Caos local

A estrutura dos mini-trios nas ruas estreitas da vila tem gerado um efeito cascata de problemas logísticos. Relatos apontam que o fluxo de pessoas tornou o simples ato de caminhar ou estacionar uma tarefa extenuante. De acordo com a moradora, o tempo para conseguir chegar em casa de carro superou os 30 minutos devido à multidão desordenada nas vias.

Além da mobilidade, a infraestrutura básica também deu sinais de esgotamento. Na noite deste sábado (14), Praia do Forte registrou um apagão que deixou ruas e residências completamente no escuro.

A mudança no formato do evento parece estar afastando o público fiel do destino. Famílias com crianças pequenas e idosos, que buscam o Litoral Norte para fugir da agitação da capital, sentem-se agora “desabrigados” em suas próprias escolhas de lazer.

A percepção de quem consome no local é de que até a qualidade do serviço nos estabelecimentos caiu devido à superlotação e à desordem nas ruas. “A gente, como consumidor, não se sente confortável para sair na rua. Infelizmente, estamos todos pagando o preço de uma desorganização”, conclui a moradora.

Otávio Queiroz
Soteropolitano com 7 anos de experiência em comunicação e mídias digitais, incluindo rádio, revistas, sites e assessoria de imprensa. Aqui, eu falo sobre Cidades e Cotidiano.

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