Publicado em 19/02/2026 às 16h25.

Tinoco critica projeto da ponte Salvador–Itaparica após parecer do Iphan

O edil enfatizou que os apontamentos do Instituto não podem ser ignorados pelo Governo do Estado

Redação

O vereador Claudio Tinoco (União Brasil), afirmou que o projeto da ponte Salvador–Itaparica “parece ter sido feito para nunca sair do papel”, após o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional não emitir parecer favorável à licença de instalação da obra, alegando que a documentação apresentada pelo consórcio responsável é insuficiente.

Para Tinoco, presidente da Comissão Especial de Acompanhamento de Investimentos na Baía de Todos-os-Santos e na Orla, o episódio evidencia fragilidades em um projeto que se arrasta há quase 20 anos sem avançar de forma consistente.

“Estamos falando de uma obra anunciada há quase duas décadas e que, mesmo depois de tanto tempo, ainda não consegue apresentar estudos básicos considerados suficientes pelos órgãos técnicos. Isso revela um problema grave de planejamento e de condução”, declarou o vereador.

O parecer técnico nº 22/2026 do Iphan destacou a insuficiência do Relatório de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Imaterial, apontando também a ausência de comprovação de consulta prévia, livre e informada às comunidades tradicionais potencialmente afetadas.

Tinoco enfatizou que os apontamentos do Iphan não podem ser ignorados pelo Governo do Estado. “Não se trata de burocracia. Estamos falando da proteção de bens culturais reconhecidos nacionalmente, como o samba de roda, a capoeira, o ofício das baianas de acarajé e manifestações tradicionais do Recôncavo. Ignorar ou tratar isso com pressa é desrespeitar a história e a identidade do povo baiano”, afirmou.

O vereador ressaltou que não é contrário à construção da ponte, mas defendeu que o projeto precisa sair das promessas e entrar na execução responsável.“A Bahia precisa de obras estruturantes, sim. Mas precisa, sobretudo, de seriedade. Não é razoável que, após tantos anúncios e anos de espera, o projeto ainda tropece em exigências básicas dos órgãos de controle e de questões tão importantes quanto a cultura do local”, destacou.

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