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Publicado em 23/02/2026 às 09h04.

IBGE aponta que Bahia tem o segundo pior salário do Brasil

Pesquisa apontou ainda que maioria dos trabalhadores segue na informalidade

Heber Araújo
Real-Moeda Nacional

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) revelou que a Bahia tem o segundo pior índice salarial do Brasil. De acordo com os dados, os trabalhadores do estado recebem cerca de R$2.284 por mês, sendo superado apenas pelo Maranhão, onde a população recebe R$2.228 mensalmente.

Os dados apurados em 2025 superaram a pesquisa feita em 2024, onde a Bahia estava com o terceiro pior índice, ficando atrás do Maranhão e do Ceará, que atualmente paga R$2.394 mensalmente.

Segundo a pesquisa, apesar dos salários baixos, a Bahia apresentou um crescimento de funcionários em sete das dez atividades econômicas existentes. Conforme apontou os dados, as áreas de comunicação e administração pública registraram mais de 89 mil e 85 mil funcionários.

A pesquisa do IBGE apontou ainda que, mais da metade dos profissionais baianos trabalha na informalidade não tendo vínculos na carteira de trabalho e registro de CNPJ.

Em 2025, Salvador registrou uma taxa de 8,9% de desocupação, sendo essa a menor taxa de desemprego já registrado na série histórica. A capital baiana ainda caiu para a quinta posição entre as capitais brasileiras, deixando assim de ter o maior índice de desocupação das principais cidades brasileiras. De acordo com o levantamento, a capital baiana teve um rendimento de R$3.133, ficando 10,7% maior de o registrado em 2024.

Já na região metropolitana foi registrado 10,1% de desemprego. No entanto, a RMS continuou com o maior índice dentre as 21 regiões metropolitanas do Brasil investigadas pelo IBGE. A média salarial da Região Metropolitana ficou em R$2.945.

Heber Araújo
Formado em jornalismo pela Unijorge e pós-graduado pela Faculdade Olga Mettig, exerce a função de repórter de Política no bahia.ba. Anteriormente, teve passagem pelo Muita Informação e pelo BNews. Também já atuou como assessor de imprensa para a prefeitura de Salvador e ONGs.

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