Viaduto na ACM eleva velocidade média em até 90% e reduz tempo de viagem
Equipamento liga a região em frente ao Shopping da Bahia ao antigo Detran

O Viaduto José Linhares, na Avenida ACM, em Salvador, completou nesta quinta-feira (26) um mês de inauguração com impacto direto na fluidez do tráfego em um dos principais corredores viários da capital baiana. Segundo estudo da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), a intervenção resultou em aumento de 90% na velocidade média das vias adjacentes.
O equipamento liga a região em frente ao Shopping da Bahia ao antigo Detran. A análise considerou cinco áreas próximas ao elevado logo após a entrega da obra.
Entre os trechos com maior variação, a Avenida Tancredo Neves, na altura da passarela de acesso ao Salvador Shopping, registrou aumento de 387,1% na velocidade média. Já na Avenida ACM, no sentido Shopping da Bahia–Ligação Iguatemi-Paralela (LIP), a alta foi de 109%.
De acordo com a prefeitura, o ganho de fluidez tem reflexos econômicos e ambientais. A estimativa é de economia mensal de 2 milhões de litros de combustível, redução de 4.620 toneladas de CO₂ e poupança de cerca de 6,5 horas por mês para os usuários do sistema viário.
“Os dados confirmam aquilo que a população já percebe no dia a dia: a intervenção trouxe ganhos concretos de fluidez, redução do tempo de deslocamento e impacto ambiental positivo. Estamos falando de uma das regiões mais estratégicas da cidade, por onde passa grande parte do transporte coletivo e da frota de Salvador. Melhorar a circulação nesse ponto significa melhorar o trânsito de toda a capital”, afirmou Diego Brito, superintendente da Transalvador.
O viaduto integra o conjunto de obras do projeto Nova Tancredo Neves, que inclui a duplicação da ponte sobre o Rio Camarajipe, na LIP, e o Complexo Viário Tatti Moreno — trincheira bidirecional entre as avenidas Tancredo Neves e Magalhães Neto — entregues em 2022. Também fazem parte o pontilhão da Rua Marcos Freire, que conecta a Tancredo Neves à Paralela, e o Viaduto Duda Mendonça, permitindo retorno para a região do Shopping da Bahia. O investimento total é estimado em R$ 180 milhões.
Segundo a Transalvador, entre 2023 e 2025, as intervenções viárias na área sob influência do projeto resultaram em melhora de 14% no índice de fluidez, mesmo antes da inauguração do Viaduto José Linhares.
BRT
As obras também se articulam com a implantação do BRT Salvador, nos trechos 1 (Shopping da Bahia–Cidadela), 2 (Cidade Jardim–Estação da Lapa) e 3 (Parque da Cidade–Pituba). Ao longo das avenidas ACM e Juracy Magalhães Júnior foram construídos novos elevados, implantados retornos e retirados conjuntos semafóricos, com a promessa de garantir tráfego contínuo nos dois sentidos.
“O projeto do BRT integra um conjunto de intervenções viárias voltadas não apenas para a melhoria do transporte público, como também para promover a melhoria da fluidez neste que é, sem dúvidas, um dos principais corredores viários da cidade”, disse o secretário de Mobilidade, Pablo Souza.
Dados da Transalvador apontam que os maiores avanços de fluidez ocorreram nas avenidas ACM (19,4%), Juracy Magalhães (17,7%) e Vasco da Gama (16,2%). Na ACM, o trecho entre o Shopping da Bahia e a Cidade Jardim apresentou incremento médio de 50%, além de melhora nas vias marginais na região da Estação Cidadela do BRT e no Itaigara.
Na Juracy Magalhães, o principal impacto foi no sentido Centro até o Complexo Viário Rei Pelé, formando, segundo o órgão, um corredor de alta fluidez do Shopping da Bahia à Lucaia. Na Vasco da Gama, houve melhora no sentido Dique, especialmente na região do Dique do Tororó, com influência das intervenções da Estação BRT Barris. No sentido Lucaia, o avanço chegou a 27%.
Antes mesmo da entrega do viaduto, a redução no tempo de viagem já era estimada em 16%, com economia média de 500 minutos mensais, considerando um deslocamento diário pelos trechos monitorados. A projeção apontava ganho de 8,3 horas por mês até novembro de 2025.
Ainda segundo os dados municipais, os congestionamentos evitados representam economia anual de R$ 125 milhões em combustível, com redução de 1,7 milhão de litros de combustíveis fósseis e 48 mil toneladas de CO₂ por ano — volume equivalente ao sequestro de carbono de 800 mil árvores urbanas.
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