Publicado em 27/02/2026 às 14h38.

Apostas em esportes motorizados no Brasil: baixo interesse atual e caminhos possíveis para o crescimento

O futebol é a modalidade mais procurada para palpites esportivos

Redação
Foto: Freepik

 

O brasileiro tem um interesse quase natural por apostar. No âmbito dos esportes, é geralmente a paixão nacional que também domina: o futebol é a modalidade mais procurada para palpites esportivos, mostrando que o interesse por um esporte geralmente é a porta de entrada para apostas. 

Se você pesquisar qualquer uma das casas de apostas confiáveis apresentadas no site Legalbet Brasil, que analisa profundamente e elabora classificações de operadores de apostas legais, encontrará uma grande variedade de mercados de apostas em futebol.

Mas, por que em modalidades como os esportes motorizados, como nas competições populares Fórmula 1, Moto GP e IndyCar, que têm um interesse bem relevante do público brasileiro em geral, o volume de apostas é tão baixo? É o que dizem pesquisas nesse mercado, levantando uma questão importante: como aumentar o interesse dos brasileiros por palpites nesses torneios?

O interesse em apostas em esportes a motor é realmente baixo?

Isso pode parecer novo para alguns, mas quem tem alguma proximidade com o mercado já sabe: o interesse geral por apostar em esportes motorizados ao redor do mundo, como um todo, é bem baixo. No caso do Brasil, quem oferece insights bacanas sobre o assunto é uma pesquisa do Grupo Globo, que expõe todos os esportes a motor, incluindo F1, Rally e Nascar, na 13º colocação de preferência dos brasileiros. 

 

Em porcentagem, eles ficam com 9% de preferência de apostas, perdendo para categorias como MMA, eSports, e claro, os mais populares, vôlei, basquete e futebol. O curioso é que, na mesma pesquisa, os não apostadores têm o automobilismo na quarta colocação entre os mais assistidos. Essa categoria ocupa 17% de preferência, vencendo até mesmo o basquete.

Como acender a chama do interesse por apostas em esportes a motor?

O óbvio também precisa ser dito – o interesse por algo é o primeiro passo fundamental para se ter desejo de fazer previsões nesses eventos. Mas, no caso dos esportes motorizados, quem assume o fracasso nessa geração de demanda de palpites esportivos são os próprios organizadores da F1, que já vêm tomando estratégias para mudar isso.

Dessa maneira, sem um modelo para por em prática, incluindo na própria oferta de odds, por exemplo, as casas de apostas não conseguirão mudar a situação no Brasil tão cedo.  Nesse sentido, é justamente a Fórmula 1 que mais inova. Isso porque ela vem firmando parcerias com instituições de pesquisa, estatísticas e outros setores, visando criar bases de dados, estatísticas e transformar isso em odds palpáveis. 

Como resultado, esperam que isso se expanda para as casas de apostas, que poderão ofertar mais mercados do que há hoje. Em algumas competições e plataformas, você só encontra mercados como de longo prazo, para quem vencerá um torneio, por exemplo. 

Assim, ao criar esses e outros produtos, a F1 realmente vem ganhando maior destaque em comparação com outros esportes a motor. No Brasil, o maior destaque é, sem dúvidas, o GP de São Paulo em Interlagos, que em outras pesquisas, ajuda a colocar a Fórmula 1 entre as competições que os brasileiros mais apostam. 

Ações específicas para o Brasil

Além de colaborar no desenvolvimento dos produtos que já vem sendo aplicados na Fórmula 1 (e devem ser expandidos para outras competições), o Brasil pode participar de outras formas dessa campanha de reavivamento dos esportes motorizados em casas de apostas.

Através das parcerias, patrocínios e ações de marca corretas, plataformas podem ajudar a construir consciência sobre o nicho entre o público. Focando em públicos como os mais jovens, os que mais apostam no país, isso pode influenciar diretamente e até se tornar referência para outros países.

Experiência de outros países

Dê uma olhada em como as apostas em esportes a motor se tornaram algo comum para os fãs em outros países. No Reino Unido, por exemplo, as apostas em Fórmula 1 e MotoGP fazem parte do cotidiano há anos. O público lá respira automobilismo: o GP de Silverstone é praticamente um feriado nacional, existe uma história riquíssima com pilotos britânicos lendários e a cultura das casas de apostas está no sangue deles desde sempre. As corridas são extremamente imprevisíveis — uma chuva repentina, um erro no pit stop, uma batida na primeira volta — e isso motiva todo mundo a apostar ao vivo, em mercados como “quem vai provocar o safety car?” ou “quem fará a volta mais rápida?”. A TV e as redes sociais mantêm o hype constante, e as plataformas de apostas têm parcerias pesadas com as categorias, inserindo as odds diretamente nas transmissões. O resultado? Apostar vira parte da experiência de ser fã, de forma natural.

Na Espanha, a MotoGP é uma questão cultural profunda. O país é uma potência no motociclismo: circuitos lotados como Jerez, Barcelona-Catalunha e Valência, além de pilotos como Marc Márquez, Jorge Lorenzo e Dani Pedrosa, que se tornaram heróis nacionais. As pessoas vivem as corridas como um festival regional, com bandeiras, churrasco e a família toda reunida na frente da TV. Apostar lá não é só pelo dinheiro. É assunto de mesa de bar, debate em grupo de WhatsApp e resenha com os amigos. A paixão pelo esporte faz as apostas fluírem, porque o torcedor espanhol já analisa cada curva e cada ultrapassagem como parte do seu dia a dia.

Nos Estados Unidos, a coisa explodiu rapidamente assim que as apostas foram legalizadas em mais estados. A F1 cresceu absurdamente com as corridas em Miami, Austin e Las Vegas virando festas gigantescas, e os jovens que já apostaram na NFL e na NBA entraram na onda facilmente. A natureza imprevisível das corridas encaixa perfeitamente com o estilo de aposta deles, focado em rapidez e emoção.

Para facilitar a comparação e entender onde o Brasil ainda fica para trás, veja esta tabela resumida do que faz as apostas em esportes a motor decolarem (ou não) nesses locais:

O que une esses países de sucesso? Corridas icônicas que se tornam eventos imperdíveis, heróis locais ou orgulho nacional, cobertura midiática intensa e aplicativos que facilitam tudo pelo celular. Quando o esporte tem esse apelo emocional e o acesso é simples, a aposta decola por conta própria. O Brasil já tem um público viciado em apostas e uma adoração por grandes eventos: se pegar um pouco dessa receita, os esportes a motor podem finalmente sair da sombra nas casas de apostas.

Não é fácil construir interesse por apostas em esportes

Enquanto o interesse por apostar no futebol no Brasil é algo quase natural, os outros esportes e suas federações precisam trabalhar incansavelmente para se destacarem nesse mercado. No caso dos esportes motorizados, ainda seria possível elencar vários outros fatores para essa ausência de interesse. 

Por exemplo, a falta de grandes ídolos brasileiros nesses esportes nos últimos anos, bem como as mudanças e instabilidade que o cenário de regulamentação no Brasil acabou criando. Sendo assim, com o passar dos anos, somente um trabalho conjunto, feito internacionalmente e com participação de atores fortes no Brasil, pode acender  essa chama de apostar em esportes motorizados.

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