Eliminação do Bahia na Libertadores frustra meta do Grupo City para 2026
Queda precoce interrompe exposição global e impacta projeto esportivo

A eliminação do Bahia ainda na segunda fase preliminar da Conmebol Libertadores de 2026 vai além da frustração esportiva e do clima de decepção na torcida. O revés diante do O’Higgins, confirmado após derrota nos pênaltis por 4 a 3 na Arena Fonte Nova, encerrou de forma antecipada a principal vitrine internacional do clube na temporada e trouxe reflexos diretos para o planejamento do Grupo City.
Internamente, a competição continental era vista como uma plataforma estratégica para exposição de atletas, fortalecimento da marca e geração de receitas.
Conforme apuração do bahia.ba, a valorização de jogadores e a busca pela autossustentabilidade financeira fazem parte dos pilares do projeto da SAF, que pretende reduzir gradualmente a necessidade de aportes diretos ao longo dos próximos anos.
Após a eliminação na fase de grupos em 2025, a projeção interna para esta temporada era alcançar ao menos as oitavas de final da “Glória Eterna”.
A queda ainda na segunda fase preliminar, portanto, representa um recuo esportivo dentro das metas estabelecidas pelo CFG para o desenvolvimento do clube no cenário internacional.
Com a saída precoce do torneio, o calendário do Bahia fica restrito às competições nacionais em 2026. Nenhuma delas, porém, oferece o mesmo alcance global, visibilidade de mercado e potencial de valorização individual proporcionados pela Libertadores.
Em um ano de Copa do Mundo, período em que clubes e atletas sul-americanos costumam receber maior monitoramento internacional, a ausência do torneio continental reduz a exposição do elenco e limita oportunidades comerciais.

Prejuízo financeiro e ausência de calendário internacional
O impacto também foi imediato no aspecto financeiro. Pela participação na segunda fase preliminar, o Tricolor recebeu US$ 500 mil, valor aproximado de R$ 2,5 milhões na cotação atual.
Caso avançasse, teria assegurado mais US$ 600 mil (cerca de R$ 3,08 milhões) na etapa seguinte e US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,14 milhões) pela presença na fase de grupos. Com a eliminação precoce, o clube deixou de faturar cerca de US$ 1,6 milhão, algo em torno de R$ 8,2 milhões.
Além da perda financeira direta, o resultado encerra qualquer possibilidade de calendário continental em 2026, já que a vaga na Copa Sul-Americana seria assegurada apenas para equipes eliminadas na terceira fase preliminar.
Rogério Ceni admite impacto no planejamento
O peso da queda foi reconhecido publicamente pelo técnico Rogério Ceni após a partida. Em tom abatido, o treinador destacou o reflexo direto do resultado na temporada e no projeto esportivo.
“É um prejuízo gigantesco. Precisamos viver dia após dia, ter resultados, força mental. 90 minutos mudaram o planejamento que se tinha para o ano. Esse ano vínhamos bem, perdemos esse único jogo. Gigantesco prejuízo você não ter o calendário internacional”, afirmou.
“Prejuízo que vai demorar para reverter. É algo psicologicamente muito difícil de reverter. É um peso que a gente carrega para a sequência da temporada. É o momento mais carregado para a gente”, completou.
A declaração expõe não apenas o impacto esportivo, mas também o aspecto emocional e estratégico da eliminação, que altera metas e aumenta a pressão por respostas rápidas nas competições restantes.
Sem compromissos continentais, o Esquadrão passa a direcionar totalmente o foco para o cenário nacional. O primeiro desafio após a eliminação será a semifinal do Campeonato Baiano, marcada para sábado (28), às 17h, na Arena Fonte Nova, diante do Juazeirense.
O estadual surge como oportunidade imediata de resposta esportiva e reconstrução do ambiente, enquanto o clube reorganiza metas e ajusta o planejamento de uma temporada que perdeu, de forma antecipada, seu principal palco internacional.
A eliminação, além do impacto imediato, transforma 2026 em um ano de reconstrução esportiva e de prova para o modelo de crescimento planejado pelo Grupo City no Bahia.
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