Publicado em 07/03/2026 às 21h50.

Ceni celebra 52º título do Baianão e comenta relação com a torcida do Bahia

Treinador destacou reação do time no segundo tempo e projetou sequência da temporada

Rodrigo Fernandes
Foto: Rodrigo Fernandes / bahia.ba

 

O técnico Rogério Ceni celebrou a conquista do Campeonato Baiano de 2026 após o triunfo do Bahia por 2 a 1 sobre o Vitória, neste sábado (7), na Arena Fonte Nova. O título, conquistado de virada diante de mais de 48 mil torcedores, marcou a 52ª taça estadual do clube.

Na entrevista coletiva após o clássico, Ceni destacou o peso de aproveitar oportunidades em finais e valorizou mais uma conquista no currículo. Este é o seu décimo título na carreira como treinador.

“Eu acho que é sempre especial vencer, porque são poucas finais que você faz na vida. Aproveitamos a oportunidade. Ano passado tivemos duas finais e vencemos as duas. Agora ganhamos a final do Baiano. Quando a vida dá essas oportunidades, não podemos desperdiçar. É muito importante acumular mais uma taça, somos lembrados por cada conquista”, afirmou.

A decisão começou com pressão sobre o time tricolor. O Vitória abriu o placar ainda no primeiro tempo, com Baralhas, e parte da torcida vaiou a equipe no intervalo. Na etapa final, porém, o Bahia reagiu e virou o clássico com dois gols de Jean Lucas.

Questionado pelo bahia.ba sobre a relação com os torcedores e sobre o que conversou com os jogadores para mudar o rumo da partida, Rogério Ceni explicou que pediu tranquilidade ao grupo para construir a virada.

“O torcedor vem aqui para extravasar. Ele vem para gritar gol, comemorar, abraçar, beijar. Essa é a vida do futebol. Eu acho que a vaia tira um pouco da confiança e, hoje, as mudanças foram taticamente importantíssimas, mas eu falei para eles que tivéssemos um pouco de calma, não rifar a bola, ter consciência. Precisávamos construir passo a passo esse resultado”, disse.

O tema das manifestações vindas das arquibancadas também voltou à pauta na coletiva. No último compromisso do Bahia na Fonte Nova antes da final, a vitória por 4 a 2 sobre o Juazeirense, na semifinal do estadual, foi acompanhada por vaias e protestos da torcida, reflexo da eliminação precoce do clube na fase preliminar da Libertadores.

Ceni afirmou que não vê uma relação ruim com o torcedor e ressaltou que o apoio voltou a aparecer quando o time reagiu na decisão.

“Nós fizemos o gol cedo no segundo tempo e o torcedor veio junto com a gente. Para mim não tem relação ruim. O jogo em que fomos vaiados nós ganhamos, mas não foi suficiente. Estamos a uma disputa de pênaltis de ter um início de ano perfeito”, afirmou.

O treinador também comentou o peso da eliminação continental, lamentando a queda diante do O’Higgins, mas ressaltando que o elenco precisa seguir em frente ao longo da temporada.

“O torcedor vai viver momentos bons e momentos de tristeza até o final do ano. Não dá para ganhar sempre. A Fonte Nova tem um som fantástico da torcida. Eu lamento a gente não ter conseguido a classificação, era o que eu mais queria, é a competição que eu mais adoro na minha vida. Mas não conseguimos. Se eu for morrer por isso, não vou conseguir desenvolver em outros aspectos. Vamos lutar muito para estar pela terceira vez consecutiva na Libertadores”, declarou.

Após a conquista estadual, Bahia e Vitória voltam a se enfrentar já na próxima quarta-feira (11), desta vez pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. O clássico será novamente disputado na Arena Fonte Nova, às 20h.

Veja a comemoração de Rogério Ceni com os jogadores:

 

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Rodrigo Fernandes
Jornalista, repórter e produtor de conteúdo. Com experiência em redação e marketing digital, faz cobertura de Esportes no bahia.ba. Antes disso, foi editor do In Magazine – Portal iG e repórter do Portal M! – Muita Informação.

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