Publicado em 09/03/2026 às 19h30.

Hilton Coelho propõe ambulatórios para doença falciforme nas policlínicas

O parlamentar destaca que a Bahia reúne um dos maiores índices da doença no país

Redação
Foto: Luana Neiva/bahia.ba

O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), uma indicação ao governador Jerônimo Rodrigues para que sejam implantados ambulatórios transfusionais voltados ao atendimento de pacientes com Doença Falciforme em todas as policlínicas da rede estadual de saúde.

Na justificativa da proposta, o parlamentar destaca que a Bahia reúne um dos maiores índices da doença no país. Dados do Ministério da Saúde apontam que o estado lidera o número de nascidos vivos com a enfermidade, com uma média de um caso a cada 650 nascimentos. Entre 2011 e 2020, o Brasil registrou 4.502 mortes relacionadas à doença, sendo a Bahia o segundo estado com maior número de óbitos.

“Estamos falando de uma condição crônica, grave e que atinge majoritariamente a população negra. Não garantir acesso descentralizado à transfusão é perpetuar desigualdade e sofrimento evitável”, afirma Hilton Coelho.

Pessoas diagnosticadas com doença falciforme precisam de transfusões periódicas, acompanhamento hematológico constante e medidas de prevenção contra complicações sérias, como acidente vascular cerebral (AVC), síndrome torácica aguda e infecções recorrentes. Segundo o deputado, atualmente o atendimento está concentrado em hospitais de referência, o que gera superlotação nas unidades, além de custos de deslocamento para pacientes que vivem no interior e maior risco de internações pela falta de acompanhamento contínuo.

A proposta prevê que o serviço seja descentralizado para as Policlínicas Regionais, com a criação de estruturas adequadas, incluindo sala específica para transfusão, equipamentos apropriados e equipe multiprofissional. O modelo também prevê parceria com a Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba), responsável pela política de sangue no estado.

Para o parlamentar, a iniciativa pode ampliar o acesso ao tratamento e reduzir complicações da doença. “Descentralizar é garantir acesso, reduzir internações e diminuir a mortalidade precoce. É fazer valer o princípio constitucional de que saúde é direito de todos e dever do Estado.”

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