Publicado em 11/03/2026 às 18h58.

Marta cobra explicações sobre pagamentos milionários a empresa de ACM Neto

Reportagem da imprensa nacional aponta que uma empresa ligada ao ex-prefeito recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master

Redação
Foto: Antonio Queirós

 

A vereadora Marta Rodrigues (PT) afirmou nesta quarta-feira (11) que os pagamentos milionários feitos à empresa do ex-prefeito de Salvador ACM Neto por instituições financeiras citadas em investigações no sistema bancário levantam questionamentos políticos e institucionais que, segundo ela, precisam ser esclarecidos à sociedade.

De acordo com a parlamentar, chama atenção o fato de os repasses terem sido feitos a uma empresa aberta por Neto logo após as eleições de 2022 e que, pouco tempo depois, passou a movimentar valores elevados.

“Estamos falando de milhões de reais pagos a uma empresa recém-criada de um ex-prefeito de capital e liderança política nacional, por instituições financeiras que aparecem em investigações no sistema bancário. É natural que isso gere questionamentos e que a sociedade queira explicações claras”, afirmou a vereadora.

Reportagem da imprensa nacional aponta que uma empresa ligada ao ex-prefeito recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora de investimentos Reag Investimentos entre 2023 e 2024, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A empresa foi registrada no fim de 2022 com capital social declarado de R$ 2 mil e passou a movimentar recursos milionários pouco tempo depois de sua criação.

“Não se trata de prejulgamento, mas de transparência. Quando contratos milionários envolvem um agente político que governou Salvador por oito anos e instituições do sistema financeiro que aparecem em investigações, é legítimo que a sociedade queira saber qual foi exatamente a natureza desses serviços e como esses contratos foram estabelecidos”, disse Marta.

As duas instituições aparecem no contexto de investigações sobre fraudes no sistema financeiro. As apurações levaram à liquidação do Banco Master pelo Banco Central do Brasil e à investigação de operações suspeitas envolvendo gestores ligados ao banco e à própria Reag.

Segundo o relatório do Coaf citado na reportagem, as movimentações financeiras da empresa também chamaram a atenção do órgão de inteligência. “Identificamos que, no período analisado, a empresa movimentou recursos expressivos, acima de sua capacidade financeira declarada”, diz o documento.

Para a vereadora, episódios como esse reforçam a necessidade de maior transparência nas relações entre agentes políticos e grandes interesses econômicos.“A democracia exige nitidez nas relações entre poder político e poder econômico. Quando surgem fatos dessa magnitude, de causar estranheza’, o caminho natural é a transparência e o esclarecimento público”, afirmou.

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