Publicado em 14/03/2026 às 12h10.

Justiça solta dentista suspeito de liderar venda ilegal de canetas emagrecedoras na Bahia

Investigado na Operação Peptídeos deve cumprir medidas cautelares e suspender atividades de farmácia

Redação
Foto: Reprodução/TV Bahia

 

O dentista Gustavo Garrido Gesteira, apontado pela Polícia Civil como o principal articulador de uma organização criminosa voltada à venda ilegal de canetas emagrecedoras na Bahia, foi posto em liberdade na última sexta-feira (13). A decisão ocorreu após audiência de custódia, dois dias depois de sua prisão durante a Operação Peptídeos.

Embora responda ao processo em liberdade, o magistrado determinou o cumprimento de medidas cautelares, como manter endereço e contatos atualizados, além de comparecer a todos os atos processuais. 

A Justiça determinou ainda a suspensão imediata das atividades da Drogaria Ondina, estabelecimento de propriedade do dentista, enquanto durarem as investigações.

A Operação Peptídeos, deflagrada na última quarta-feira (11) pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), resultou na prisão de 13 pessoas. Foram elas: 

– Roberto Mesquita de Jesus;

– Cláudio Filipe Dias Ferreira;

– Magno Araújo Alves de Brito;

– Érica Fernandes Brito;

– Lorena Souza Almeida;

– Jessica Souza da Cunha;

– Andreia Cardoso de Jesus;

– Laís da Hora de Jesus;

– Iara Thainá Silva de Souza;

– Jasmine Silva Santos;

– Elder Neto de Jesus;

– Gustavo Garrido Gesteira;

– Emanuela Oliveira Olinda.

Segundo as investigações coordenadas pelos delegados Thomas Galdino e Thiago Costa, o grupo importava substâncias dos Estados Unidos e da Itália, além de adquirir insumos em São Paulo utilizando receitas médicas da esposa do dentista.

Entre os itens apreendidos estava o Retatrutide, medicamento proibido no Brasil, além de canetas emagrecedoras armazenadas sem controle sanitário.

Foram cumpridos 57 mandados de busca em Salvador (em bairros como Barra, Pituba e Caminho das Árvores), Lauro de Freitas, Camaçari, Feira de Santana e na capital paulista.

Como o esquema funcionava

A rede operava principalmente através de redes sociais e aplicativos de mensagens, alcançando clínicas de estética e hospitais. No apartamento do dentista, localizado na Ladeira da Barra, foram encontradas diversas unidades dos medicamentos irregulares. A esposa do investigado, que é médica, chegou a ser conduzida à delegacia no dia da operação, prestou depoimento e foi liberada.

A polícia identificou que o grupo movimentava o mercado clandestino de substâncias para diabetes tipo 2 com finalidade estética, ignorando padrões da Vigilância Sanitária e a exigência de prescrição médica adequada.

Mais notícias

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Settings ou consulte nossa política.