Publicado em 29/04/2026 às 16h01.

Roberta Roma repudia atitude de ex-dirigente do PL acusado de violência doméstica na Bahia

Parlamentar declarou que o partido não compactua com episódios de agressão contra mulheres

Redação
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

 

A deputada federal Roberta Roma (PL-BA) afirmou nesta terça-feira (29) repudiar a conduta do ex-presidente do diretório do PL em Candeias, Leonardo Dias Santos, acusado pela ex-companheira de violência doméstica e ameaças de morte.

Presidente do PL Mulher Bahia, a parlamentar declarou que o partido não compactua com episódios de agressão contra mulheres e ressaltou que o ex-dirigente já não integra a estrutura partidária desde fevereiro deste ano. “Violência contra a mulher não é apenas estatística: é uma ferida aberta na nossa sociedade”, afirmou a deputada em pronunciamento em suas redes sociais.

Leonardo Dias, advogado e ex-candidato a vereador em Candeias nas eleições de 2024, é alvo de um processo baseado na Lei Maria da Penha após denúncias feitas pela ex-companheira, a advogada e servidora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) Laila Hage. Segundo o relato da vítima, ela sofreu agressões físicas, psicológicas e ameaças ao longo do relacionamento.

Roberta Roma comentou o caso e disse repudiar a atitude do ex-dirigente do partido. “Como presidente do PL Mulher Bahia, repudio a atitude criminosa de Leonardo Dias Santos, ex-presidente do PL Bahia Candeias, que foi acusado de violência doméstica pela sua ex-esposa. Desde fevereiro de 2025, ele não faz mais parte do nosso quadro de presidentes”, declarou.

A deputada também relacionou o episódio ao cenário de violência de gênero no estado e defendeu medidas de prevenção e proteção às vítimas. “Na Bahia, foram registrados 102 feminicídios em 2025, uma mulher assassinada por violência de gênero a cada 4 dias. Mais grave: 9 em cada 10 casos tiveram como autor parceiro ou ex-parceiro, e 85% aconteceram dentro de casa. O lugar que seria de proteção, virou cenário de medo”, afirmou.

“Combater a violência contra a mulher exige denúncia, rede de apoio e políticas públicas eficazes. Violência não começa no feminicídio. Começa no abuso, na intimidação e no silêncio. E precisa acabar antes. Defender as mulheres é defender a vida. O silêncio também mata”, completou.

OAB saiu em defefesa de Leonardo 

O caso ganhou repercussão após a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) decidir ingressar como “interveniente sui generis” no processo para atuar em defesa dos direitos advocatícios do acusado, mesmo com Leonardo Dias suspenso pela própria entidade.

A vítima obteve medida protetiva contra o ex-companheiro, impedindo sua aproximação, inclusive do local de trabalho dela. O Ministério Público da Bahia chegou a pedir a prisão preventiva do acusado, mas o Tribunal de Justiça da Bahia negou o pedido e determinou o uso de tornozeleira eletrônica.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Laila Hage relatou episódios de violência que, segundo ela, ocorreram durante mais de cinco anos de relacionamento.

“Fui vítima de violência doméstica pelo meu ex-companheiro por mais de cinco anos, em todos os níveis. Fui estrangulada grávida, tive ossos quebrados, murros, chute, tapa. Objetos arremessados, pratos quebrados em cima de mim”, afirmou.

A servidora também criticou a atuação da OAB-BA no caso e questionou a decisão da entidade de atuar em favor do acusado.

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