Publicado em 24/03/2026 às 10h02.

Rui Costa culpa governo Bolsonaro por crise no Banco Master

Ministro diz que irregularidades começaram após decisão do Banco Central em 2019

Daniel Serrano
Foto: Ricardo Stuckert/PR

 

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, voltou a comentar sobre as investigações contra o Banco Master. Em entrevista ao Jornal da Record, nesta segunda-feira (23), o ex-governador da Bahia disse que as irregularidades da instituição financeira são herança de decisões tomadas sob o governo de Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com Rui Costa, o caso do Banco Master surgiu em 2019, quando o Banco Central mudou o entendimento e autorizou a compra da instituição financeira por Daniel Vorcaro, mesmo após um parecer técnico inicial contrário. À época, o órgão era comandado por Roberto Campos Neto.

“Para alguém virar banqueiro não basta chegar e fazer um contrato, eu quero comprar esse banco. O Banco Central precisa autorizar. Em fevereiro de 2019, ele teve o pedido de compra do Banco negado. O Banco Central disse: ‘não, você não tem dinheiro, não tem lastro econômico e financeiro para virar banqueiro’. “, disse o ministro

“Em outubro, depois de mudar o presidente do banco, que Campos Neto assume, e depois mudar alguns diretores, já indicados pelo governo Bolsonaro, em outubro, muda-se o parecer e autoriza a comprar o banco. O que aconteceu em poucos meses para mudar da água para o vinho? E por que se autorizou que ele virasse banqueiro?”, questionou. 

Rui Costa disse ainda que a responsabilidade institucional pela fiscalização é do Banco Central e apontou falhas na condução do processo durante a gestão anterior. “Quem deveria fiscalizar era a diretoria do Banco Central e seu presidente. Essa é a raiz do problema”, declarou.

O ministro ainda destacou a atuação do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Lula para a autarquia pelo início das investigações que identificaram irregularidades envolvendo o Master. 

“O Lula indica o Galípolo. Assim que o Galípolo entra, começa a enxergar problemas no balanço e monta uma auditoria para verificar se aqueles números que estavam eram verdadeiros ou falsos. E constatou-se, após a apuração, que eram um monte de coisa falsa. E aí foi a bola de neve crescendo e hoje está aí o que a imprensa está relatando”, detalhou Rui Costa. 

Daniel Serrano
Daniel Serrano é baiano de Salvador e atua como repórter de Política no bahia.ba. com passagens pela TV da Câmara Municipal de Salvador e pelos sites Varela Notícias, Radar da Bahia, Política Ao Vivo e BNews.

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