
A Orquestra Sinfônica da Bahia apresenta, neste domingo (29), às 11h, um concerto gratuito que marca a primeira edição, em 2026, da Série Manuel Inácio da Costa, iniciativa que leva a orquestra a igrejas de Salvador.
A apresentação acontece no Santuário Nossa Senhora de Fátima, localizado no Colégio Antônio Vieira, no bairro do Garcia. A entrada está sujeita à lotação do espaço, que será aberto ao público a partir das 10h30. O local conta com estacionamento gratuito, conforme disponibilidade.
Sob a regência da maestra convidada Giovanna Elias, o concerto terá solos dos músicos da OSBA José Fernandes (violino), Heinz Schwebel e Alana Rana. O programa reúne obras de dois compositores fundamentais da música de concerto: o “Concerto para Dois Trompetes em Dó maior, RV 537”, de Antonio Vivaldi, e o “Concerto para Violino em Ré maior, Op. 77”, de Johannes Brahms.
Abrindo o programa, será apresentada a obra contemporânea “Sonhos Percutidos”, do compositor baiano Wellington Gomes, professor da UFBA e ex-violista da OSBA. A peça estreou em 2006, em apresentação da própria orquestra com participação de músicos do Olodum, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. A execução neste domingo celebra os 20 anos da estreia com a OSBA.
Primeira apresentação com a OSBA
Regente do concerto, Giovanna Elias se apresenta pela primeira vez com a OSBA. Aos 24 anos, a maestra e pianista acumula experiências à frente de orquestras no Brasil e no exterior.
Ela é fundadora da SP Chamber Orchestra, criada com colegas da Faculdade de Música da USP para abrir espaço a jovens talentos, e atualmente atua como regente assistente da Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo.
Sobre o programa, a maestra destaca o caráter plural do repertório, que atravessa diferentes períodos da história da música.
“Este é um concerto para os sonhadores. O concerto de Brahms é uma viagem profunda para dentro do ser, com paisagens emocionais ricas e intensas. O concerto para dois trompetes de Vivaldi é luminoso, traz brilho, leveza e virtuosismo, em um diálogo vibrante entre solistas e orquestra. E ‘Sonhos Percutidos’, de Wellington Gomes, acrescenta uma dimensão contemporânea e sensorial ao programa, explorando cores, ritmos e atmosferas que expandem a escuta e nos conectam com o inconsciente e o universo dos sonhos.”

