Mesmo com a alta do preço dos alimentos, inflação desacelera em Salvador
Energia elétrica e hospedagem ajudam a conter impacto

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de março na Região Metropolitana de Salvador (0,45%) foi resultado de aumentos nos preços de seis dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados para o cálculo do índice, representando uma desaceleração em comparação com fevereiro (0,69%). Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (26).
O grupo com o maior peso no consumo das famílias na RM Salvador, alimentação e bebidas (1,01%) teve o maior aumento e, consequentemente, exerceu a principal pressão inflacionária na região. Em março, os alimentos registraram o maior aumento mensal em mais de um ano, desde fevereiro de 2025 (quando havia sido de 1,95%).
A alta do grupo se deu principalmente na alimentação no domicílio (1,22%), com aumentos importantes nos tubérculos, raízes e legumes (18,83%), como a batata-inglesa (42,11%) e o tomate (22,22%), e nas carnes (2,10%), como a costela (3,49%).
Dos 10 itens com os maiores aumentos na RM Salvador, segundo o IPCA-15 de março, 9 foram alimentos, com a batata-inglesa, o tomate, o feijão-carioca (17,25%), a cenoura (15,62%) e a cebola (9,68%) tendo as maiores altas.
Já as despesas com transportes (0,79%) registraram a segunda maior alta e exerceram a segunda principal pressão inflacionária, na prévia de março, na RMS. A alta se deu, principalmente, por conta dos reajustes nos combustíveis (3,97%), em especial, a gasolina (3,89%), item que exerceu a maior pressão inflacionária, e o óleo diesel (8,00%). Por outro lado, o aluguel de veículo (-19,14%) teve importante queda de preços, e ajudou a segurar o aumento geral do grupo.
Dos três grupos que não registraram aumento médio de preços na RM Salvador, em março, o vestuário (0,00%) apresentou estabilidade, e habitação (-0,32%) e artigos de residência (-0,10%) tiveram deflação.
A habitação apresentou a sua sexta queda média de preços consecutiva na região, puxada, principalmente, pela energia elétrica residencial (-0,47%). Já o resultado dos artigos de residência se deu muito por conta dos itens de mobiliário (-0,80%), como móvel para quarto (-1,54%). Porém, o item que individualmente mais ajudou a segurar a alta do IPCA-15 da RM Salvador em março foi a hospedagem (-5,00%).
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