Publicado em 25/04/2026 às 10h27.

Caso de terreiro pichado com símbolos nazistas acende alerta para intolerância religiosa na Bahia

O espaço atingido foi o Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro, que possui quase 80 anos de atuação na cidade

Redação
Foto: Redes Sociais

 

Casos recentes de intolerância religiosa voltaram a acender o alerta na Bahia – prática que é considerada crime no Brasil. Em Guanambi, no sudoeste do estado, um terreiro de umbanda teve a fachada pichada com símbolos associados ao nazismo.

O alvo foi o Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro, que possui quase 80 anos de atuação na cidade. Imagens do local vandalizado começaram a circular nas redes sociais na quinta-feira (23) e provocaram indignação entre moradores e lideranças locais.

Segundo representantes da instituição, o espaço vem sofrendo ataques recorrentes. De acordo com o vice-presidente do centro, Joel das Neves da Silva, o terreiro já foi arrombado ao menos seis vezes no último ano, com destruição de imagens religiosas, documentos rasgados e furto de itens usados nos rituais.

O caso mais recente ocorreu no sábado (18), quando responsáveis pelo local encontraram a fachada pichada. Desta vez, não houve invasão ao interior do imóvel.

A repercussão do episódio ampliou o debate sobre intolerância religiosa. O advogado da instituição, Eunadson Donato, afirmou que tentou registrar a ocorrência, mas a Polícia Civil da Bahia informou que, até o momento, não localizou registro formal do caso.

No Brasil, a divulgação ou uso de símbolos ligados ao nazismo é crime e pode resultar em pena de até cinco anos de prisão.

Em nota, a Prefeitura de Guanambi classificou o episódio como um ato de ódio. A subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também repudiou o ataque e destacou que o caso representa uma violação à liberdade religiosa e evidencia a discriminação histórica contra religiões de matriz africana.

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