Publicado em 04/05/2026 às 12h00.

Bruno Reis defende esposa e dispara críticas sobre a saúde na Bahia

O prefeito de Salvador também disse que os atendimentos feitos na nova maternidade municipal são 75% de pessoas do interior

Lívia Patrícia Batista / Daniel Serrano
Bruno Reis (União) esteve presenta no lançamento da campanha do Maio Laranja 2026 (Fotos: bahia.ba)

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), defendeu a manifestação da esposa, Rebeca Cardoso, que cobrou uma posição do Governo do Estado sobre casos de dengue hemorrágica em Uauá. O prefeito também usou o momento com jornalistas para criticar a gestão de saúde na Bahia de maneira geral

O prefeito de Salvador alegou que o estado está vivendo uma “ditadura do PT” e endossou que a cidade de Uauá está vivendo uma situação alarmante de dengue há mais de 10 dias.

“Pessoas já morreram, no sábado, tínhamos uma adolescente de 14 anos sangrando e uma criança de sete na situação desesperadora sem conseguir a regulação. E pessoas já morreram por conta da falta de regulação“, declarou Bruno Reis. “Naturalmente minha esposa, como cidadã do Uauá, conhece a realidade as pessoas cobrando e pedindo apoio, e ela, de forma muito gentil e cordial, pediu o apoio do Governo do Estado”.

O prefeito de Salvador aproveitou o ensejo para estender suas críticas a todo o estado, rebatendo também críticas do ex-governador e ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, sobre as entregas da prefeitura.

“Ouvi declarações do ex-ministro Rui Costa, que faz política faltando com a verdade metendo, inventando números, falando da nossa maternidade. Eles não construíram uma maternidade em Salvador em 20 anos. A José Maria Magalhães, os profissionais dessa semana estão ameaçando fazer greve porque estão com salários atrasados.
São 10 hospitais do estado que os médicos estão sem receber salários pela incompetência da Secretaria de Saúde e do governo, que não honra seus compromissos sem dia.”

Bruno Reis também disse que os atendimentos feitos na nova maternidade municipal são 75% de pessoas do interior e afirmou que as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) estão lotadas porque as pessoas não conseguem atendimento na rede estadual.

“O que falta ao governo é a capacidade de reconhecer que o problema existe para buscar a solução. Quando alguém nega a existência de um problema e prefere, ao invés de resolver, agredir as pessoas é porque não tem a capacidade de levar as soluções que o povo espera”, disparou o prefeito.

Lívia Patrícia Batista
Lívia Patrícia é soteropolitana e atua como repórter de Municípios no bahia.ba. Já atuou na Agência Diadorim, no BP Money, no g1 Bahia e participou da segunda turma do Focas Estadão (Curso Estadão de Jornalismo) de Saúde.

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