Deputado prevê rastreamento genético para câncer de mama e ovário na Bahia

    A iniciativa também busca reduzir a mortalidade causada pelas doenças

    Foto: Reprodução / Freepik
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    O deputado estadual Hassan apresentou na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) um projeto de lei que institui o Programa Estadual de Rastreamento Genético e Prevenção do Câncer de Mama e Ovário Hereditário na Bahia. A proposta prevê ações voltadas à identificação precoce, acompanhamento especializado e prevenção para mulheres com alto risco genético de desenvolver a doença.

    Segundo o parlamentar, o objetivo é ampliar o acesso ao diagnóstico precoce dos cânceres hereditários, além de estabelecer prioridade de atendimento para pacientes com suspeita ou confirmação de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, associados ao aumento do risco de câncer de mama e ovário.

    A iniciativa também busca reduzir a mortalidade causada pelas doenças e fortalecer o acolhimento humanizado, com suporte multiprofissional às pacientes consideradas de alto risco.

    Ao defender o projeto, Hassan afirmou que “ao estruturar critérios de identificação e prioridade para mulheres com predisposição genética, cria-se uma barreira robusta contra o avanço de uma das doenças que mais vitimam a população feminina no nosso estado”.

    O deputado destacou ainda que o câncer de mama segue entre as principais causas de morte entre mulheres no Brasil e na Bahia, reforçando a necessidade de políticas públicas focadas em prevenção e diagnóstico precoce.

    Hassan também ressaltou os avanços da medicina genômica e da biologia molecular, que permitiram identificar a relação entre tumores hereditários e mutações genéticas específicas.

    “Os avanços da medicina genômica e da biologia molecular permitiram identificar que uma parcela significativa dos tumores de mama e ovário possui origem hereditária, estando diretamente associada a mutações específicas em genes de alta penetrância, como o BRCA1 e o BRCA2”, afirmou.

    Ele acrescentou que “mulheres portadoras dessas alterações genéticas enfrentam uma probabilidade drasticamente superior de desenvolver a doença ao longo da vida, quando comparadas à população em geral”.