Publicado em 22/05/2026 às 12h32.

Deputado estadual pede reforma do Teatro Dona Canô

Parlamentar também solicitou a construção de uma parceria de gestão compartilhada entre o equipamento cultural e o IFBA

Redação
Teatro Dona Canô, em Santo Amaro (Foto: reprodução/ Teatro Dona Canô)
O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) usou o seu espaço na ALBA (Assembleia Legislativa da Bahia) para pedir a reforma e modernização do Teatro Dona Canô, em Santo Amaro. Além disso, o parlamentar também solicitou ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) a construção de uma parceria de gestão compartilhada entre o equipamento cultural e o Instituto Federal da Bahia (IFBA-Campus Santo Amaro).
Inaugurado em 14 de setembro de 2001, o Teatro Dona Canô homenageia a matriarca da família Veloso, importantes nomes da cultura baiana.  O local tem capacidade para 274 pessoas e recebe espetáculos de teatro, música e dança.
O deputado argumentou que a defesa do equipamento de cultura é, também, a defesa da memória, da identidade popular e do direito do povo ao acesso à arte e à cultura. “Cultura não é mercadoria nem privilégio de elite. Cultura é direito do povo e instrumento de transformação social. Defender o Teatro Dona Canô é defender a história viva do Recôncavo baiano”, afirmou. “O Teatro Dona Canô é patrimônio cultural do povo baiano. É um espaço que carrega a força da música, do teatro, das religiões de matriz africana, da poesia e das manifestações populares do Recôncavo”.
O equipamento, segundo ele, necessita urgentemente de investimentos estruturais para garantir acessibilidade, segurança, modernização técnica e ampliação das atividades culturais e educativas. “Não podemos aceitar o abandono de um espaço tão importante para a cultura baiana. Investir em cultura é investir em educação, inclusão social, geração de renda e fortalecimento da identidade do nosso povo”, afirmou.
Além da reforma do teatro, Hilton Coelho propôs que o Governo do Estado construa uma parceria de gestão compartilhada com o IFBA Campus Santo Amaro, ampliando o uso do equipamento para atividades pedagógicas, artísticas e comunitárias. “A aproximação entre educação pública e produção cultural fortalece o território, democratiza o acesso às artes e cria oportunidades para a juventude. O Teatro Dona Canô precisa pulsar como centro permanente de formação, criação e resistência cultural”, destacou.
O parlamentar também usou o espaço para criticar o processo histórico de desvalorização das políticas culturais no país. “Quando o Estado abandona a cultura, quem perde é o povo trabalhador, a juventude periférica, os artistas populares e as comunidades tradicionais. A cultura é um campo de disputa política e de afirmação da nossa soberania cultural”, pontuou Hilton.
As indicações reforçam a defesa de políticas públicas permanentes para preservação do patrimônio cultural e fortalecimento da produção artística no interior da Bahia, especialmente no Recôncavo baiano, região historicamente marcada pela riqueza cultural, ancestralidade africana e intensa produção popular. “A arte transforma consciências, fortalece identidades e movimenta territórios inteiros. Seguiremos defendendo uma cultura pública, popular e acessível para o povo baiano”, concluiu.

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