Publicado em 22/05/2026 às 13h56.

Vereadora defende fiscalização de subsídios após fim da greve dos rodoviários em Salvador

Apesar de reconhecer avanços conquistados pela categoria, a parlamentar afirmou que a paralisação poderia ter sido evitada

Redação
Foto: Victor Queirós

 

A vereadora Aladilce Souza criticou a condução do executivo municipal durante a greve dos rodoviários encerrada na manhã desta sexta-feira (22), após mediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Apesar de reconhecer avanços conquistados pela categoria, a parlamentar afirmou que a paralisação poderia ter sido evitada.

Segundo Aladilce, houve “intransigência da prefeitura e dos empresários”, o que, na avaliação dela, tornou a greve inevitável mesmo diante dos impactos causados à população.

A vereadora destacou conquistas obtidas pelos trabalhadores, entre elas o reajuste salarial de 4,11%, aumento no ticket alimentação, manutenção das cláusulas do dissídio anterior e a retirada das mulheres do sistema de pernoite.

“E agora estamos comprovando que não existe qualquer monitoramento sobre esses subsídios. O Legislativo precisa ter acesso às planilhas do sistema. Mesmo com o subsídio, o prefeito aumentou a tarifa. Então esse recurso foi para onde? Não era para renovar a frota, porque o que temos visto nas ruas são ônibus velhos e muitas linhas retiradas. Se não era para manter o sistema, é preciso debate isso, aprofundar a discussão, é preciso que o Conselho de Transporte volte a funcionar para a gente ter transparência. E que o prefeito não se omita do debate. O Legislativo precisa ter o direito de usar sua prerrogativa de fiscalizador dos serviços públicos”, declarou Aladilce.

A parlamentar também citou o aumento da tarifa de ônibus, que passou de R$ 5,60 para R$ 5,90 no início deste ano, e relembrou a aprovação, pela Câmara Municipal, de um subsídio de R$ 67 milhões destinado ao sistema de transporte no fim de 2025.

Aladilce afirmou que a retirada das mulheres do pernoite representa um dos principais avanços das negociações conduzidas pelo sindicato da categoria. Ela ainda acusou a prefeitura de não atuar como mediadora durante o conflito entre empresários e trabalhadores.

“Não teve sensibilidade para intermediar a greve, apoiando os empresários que radicalizaram durante toda a negociação, propondo a retirada de direitos da categoria e só dar 2% de reajuste”, afirmou.

A vereadora também responsabilizou a gestão municipal pela manutenção do funcionamento do sistema de transporte público da capital baiana.

“A prefeitura é responsável pela regularidade, pela normalidade do sistema. E nós não vimos esse acompanhamento, sequer uma fala do prefeito, nem a tentativa de mediação nesse processo, que foi radicalizado”, comentou.

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