Princesa Alika na Bahia? Município baiano é homônimo a cidade de novela da Globo
Município baiano não se destaca pela cana-de-açúcar, mas pelo cacau cabruca

Qual é a relação entre um município da Bahia e a novela das 18h da Rede Globo, “Nobreza do Amor”? Diferente de outras produções, o que une a ficção e a realidade não é a utilização da paisagem para compor a narrativa, mas a coincidência entre os nomes: ambas se chamam Barro Preto.
Na trama de Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr., a princesa Alika (Duda Santos) de Batanga, país fictício no oeste da África, foge para a cidade de Barro Preto, no litoral do Rio Grande do Norte. A história se passa nos anos década de 1920, momento em que a cidade está vivendo o embate econômico entre continuar com o engenho de cana-de-açúcar ou partir para a indústria têxtil. A cidade fictícia fica numa região de falésias, formação caracterizada por paredões íngremes no litoral.
Diferente da cidade fictícia, a Barro Preto baiana é reconhecida nacionalmente como Cidade Cacau Cabruca, cultivado na sombra das árvores nativas da Mata Atlântica. O nome, inclusive, é uma referência ao tipo de solo presente na região, bom para o plantio do cacau.

De acordo com o site da prefeitura, Barro Preto está no centro da região cacaueira, duramente afetada com a introdução na região da doença conhecida por vassoura-de-bruxa. Em 2002, possuía nove mil e cem hectares plantados, com uma produção anual de 1.425 toneladas do produto.
Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam, hoje, que a cidade tem cerca de 5.936 habitantes – em sua maioria, pretos e pardos – e área territorial de 201,585km². O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é de 0,602 e o prefeito é Juraci Dias de Jesus (AVANTE)
O município era um distrito de Ilhéus, chamado de Limoeiro, mas se emancipou em 1933. Posteriormente, em 1938, passou a se chamar Monte Redondo. Em 1944, tem o nome foi alterado para Barro Preto e anexado ao município de Itajuípe.
Barro Preto se separou de Itajuípe em 1962 e, em 1967, passou a se chamar Governador Lomanto Júnior pela lei estadual nº 2449, nome escolhido em homenagem ao ex-prefeito de Jequié e ex-governador da Bahia que ajudou a cidade a ter suas primeiras instalações de água e luz.
A lei que transformaria Barro Preto em Governador Lomanto Junior, no entanto, não foi promulgada pela Divisão do Estado da Bahia, já que era uma homenagem a pessoa viva, até que, em 2009 a Câmara de Vereadores acabou com o nome antigo e, fazendo um resgate histórico, a cidade voltou a se chamar Barro Preto.
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