Publicado em 29/05/2026 às 07h35.

Oposição ataca Lula após EUA declararem PCC e CV como terroristas

Palácio do Planalto prega cautela antes de manifestação oficial

Pevê Araújo
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

 

Pré-candidatos de oposição ao governo Lula ao Palácio do Planalto celebraram a decisão do governo dos Estados Unidos de definir as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida, confirmada na quinta-feira (28), entrará em vigor a partir do dia 5 de junho.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), um dos articuladores da medida, compartilhou um vídeo nas redes sociais sobre o anúncio do presidente Donald Trump e celebrou com um: “grande dia”. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre agenda nos Estados Unidos desde o início da semana.

Flávio disse ainda que fez mais pelo Brasil do que o governo Lula em relação ao combate ao crime organizado, confirmando que a viagem teve o objetivo de concluir as articulações pela medida.

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) destacou que a colaboração de Trump com o Brasil é “muito bem-vinda”. Depois de fortes críticas contra Flávio Bolsonaro pelo envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Zema classificou a iniciativa de Flávio como positiva.

“Quem ameaça a nossa soberania é exatamente o PCC e o Comando Vermelho. Eles dominam territórios dentro do Brasil. Lá, quem manda são eles, não o governo. Nossa soberania não está ameaçada, ela está roubada. E o Lula nunca fez nada a respeito. Pelo contrário, só passa pano para bandido”, disse.

O também pré-candidato Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, criticou a forma que o governo Lula combate o crime organizado.

“Os Estados Unidos classificaram o PCC e o Comando Vermelho como terroristas. Lula os classifica como vítimas. Essa é a diferença entre um governo que protege o povo e um governo que protege o crime. Chega de PT. Chega de narcotráfico”, concluiu.

Diante da classificação das facções criminosas brasileiras, o Palácio do Planalto prega cautela. Antes da decisão, Lula já tinha se manifestado contra a interferência de outro país na soberania do Brasil.

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