Publicado em 29/05/2026 às 12h03.

Prefeito diz apoiar fim da escala 6×1, mas questiona impacto econômico

Bruno Reis afirma que mudança pode gerar custo de R$ 35 bilhões para municípios

Pevê Araújo / João Lucas Dantas
Fotos: Pevê Araújo/ bahia.ba

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou ser favorável à redução da jornada de trabalho, mas demonstrou preocupação com os impactos financeiros do projeto que prevê o fim da escala 6×1 e que atualmente tramita no Senado.

“Sou a favor da redução da jornada de trabalho. Agora, isso vai ter impacto nas contas públicas. A galera da limpeza trabalha em escala 6×1. A galera do transporte público, os rodoviários, também. Praticamente toda a área da saúde trabalha aos finais de semana. Quem vai pagar essa conta?”, questionou o chefe do Executivo municipal durante agenda pública nesta sexta-feira (29).

Para o gestor, o Senado tem a oportunidade de discutir um rateio dos custos para evitar que o impacto financeiro recaia exclusivamente sobre os municípios.

“Hoje, a Frente Nacional de Prefeitos elaborou um estudo apontando um impacto de R$ 35 bilhões nas contas das prefeituras”, afirmou Bruno.

Segundo o prefeito, contratos de concessão deverão passar por pedidos de reequilíbrio contratual por parte das empresas prestadoras de serviço.

“O poder público vai ter que pagar, porque, senão, não haverá condições de prestar o serviço. E nós não temos condições de arcar com essa conta sozinhos”, acrescentou.

Bruno Reis encerrou a fala classificando o posicionamento como um alerta diante do debate e defendeu a construção de uma solução viável para a implementação da medida.

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