Publicado em 30/05/2026 às 20h07.

Atacante do Botafogo chama gramado da Fonte Nova de ‘pasto’ após derrota para o Bahia

Arthur Cabral também criticou a arbitragem e questionou cobranças contra gramados sintéticos

Rodrigo Fernandes
Foto: Reprodução / Premiere

 

A derrota do Botafogo para o Bahia por 2 a 1, neste sábado (30), na Arena Fonte Nova, não terminou apenas com reclamações pelo resultado. Após a partida, o atacante Arthur Cabral fez duras críticas à arbitragem e às condições do gramado do estádio, que recebeu chuva intensa durante boa parte do confronto.

O centroavante demonstrou insatisfação com a expulsão do goleiro Neto ainda nos acréscimos do primeiro tempo e questionou o que considera falta de critério da arbitragem brasileira. Na avaliação do jogador, lances semelhantes recebem tratamentos diferentes dependendo da partida.

“Cara, é complicado. A gente foi muito prejudicado. Quando eu jogava na Europa, eu via as entrevistas e prometi para mim mesmo que quando eu jogasse no Brasil não ia falar de arbitragem, porque é muito cansativo. Mas eu não quero falar da arbitragem dele, quero falar da falta de critério”, afirmou.

“A gente veio de um jogo lá em São Paulo que teve 19 minutos de bola rolando no segundo tempo. E não tem cartão amarelo por cera, não tem escanteio, não tem nada. Aí chega um outro árbitro, ele dá um escanteio, começa a dar amarelo por cera, vai e expulsa o Neto. É complicado”, acrescentou.

Críticas ao gramado da Fonte Nova

Além da arbitragem, Arthur Cabral direcionou críticas ao estado do gramado da Arena Fonte Nova e citou declarações recentes do técnico Fernando Diniz sobre os campos sintéticos utilizados no futebol brasileiro.

“E aí entra o campo também, porque o senhor Fernando Diniz foi lá no nosso campo e falou que ‘é impossível jogar nesse campo’, aí a gente vem jogar nesse pasto aqui. É complicado. Como é que você cobra um gramado sintético sendo que você dá essas condições de jogo para um adversário?”, questionou.

O atacante ainda afirmou que as cobranças sobre os gramados deveriam ocorrer independentemente do modelo utilizado e criticou o que classificou como tratamento seletivo sobre o tema.

“Não tem como você cobrar um sintético de um clube sendo que a gente sai para jogar fora e pega esse campo, pega o campo lá do São Paulo que estava igual. É complicado, cara! Isso é errado, jogar num campo desse, num clube gigante como o Bahia, que tem estádio próprio, e não consegue dar um campo bom para uma Série A de Brasileiro. Isso é uma vergonha”, concluiu.

Bahia encerra jejum

Dentro de campo, o Bahia levou a melhor e encerrou uma sequência de oito partidas sem vencer. O Botafogo saiu na frente com Huguinho, mas viu o Tricolor empatar após um gol contra de Ferraresi e buscar a virada nos acréscimos com David Duarte.

O resultado colocou o Esquadrão de volta ao G-6 do Campeonato Brasileiro de forma momentânea, com 26 pontos. Já o clube carioca permaneceu com 23 e caiu para a 11ª colocação antes da pausa do calendário para a Copa do Mundo de 2026.

Rodrigo Fernandes
Jornalista, repórter e produtor de conteúdo. Com experiência em redação e marketing digital, faz cobertura de Esportes no bahia.ba. Antes disso, foi editor do In Magazine – Portal iG e repórter do Portal M! – Muita Informação.

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