Publicado em 09/06/2026 às 12h56.

Bahia exportou mais de 200 mil toneladas de algodão em um mês, disse presidente da ABAPA

Executiva também reforçou que as inscrições para a 6ª edição do Prêmio ABAPA de Jornalismo estão abertas

Neison Cerqueira / Lívia Patrícia
(Foto: reprodução/ABAPA)

 

A Presidente da ABAPA (Associação Baiana dos Produtores de Algodão) , Alessandra Zanotto, afirmou nesta terça-feira (9) que a Bahia exportou cerca de 205 mil toneladas de algodão pelo porto de Salvador em maio deste ano. Durante a Bahia Farm Show, evento que está sendo realizado em Luís Eduardo Magalhães, a executiva afirmou que esse é um número inédito e que está muito satisfeita com o resultado.

Segundo Zanotto, o crescimento na exportação do produto tem avançado mensalmente, o que torna as expectativas para o futuro positivas.  A executiva também se mostrou otimista para os resultados da safra 2025/2026, a que está em andamento atualmente, apesar dos impactos do tempo na colheita.

“Vem uma colheita […] um pouco mais tarde que os anos anteriores, tá? Isso em decorrência do clima. O frio chegou mais cedo na Bahia, e aí as maçãs demoram um pouco mais para abrir, por isso que essa colheita tá demorando um pouquinho. É a oportunidade também que o produtor tem de deixar que as últimas maçãs – que a gente chama de ponteiro – se abram e aí, claro, isso a gente pode garantir uma melhor produtividade”, explicou.

A executiva também destacou que o estado avançou em área de cultivo irrigado de algodão, saltando 42% em comparação com o ano anterior. Além disso, Zanotto afirmou que foram consolidados 418.000 hectares no estado e que é esperada uma safra recorde de 2000 kg de plumas por hectare a ser colhido.

Alessandra Zanotto atribui a melhora da produtividade ao aumento da área irrigada e reiterou seu otimismo diante dos resultados da produção e da qualidade das fibras de algodão.

Prêmio ABAPA 2026

Alessandra Zanotto, presidente da ABAPA, e Catarina Guedes, assessora Agripress e ABAPA (Foto: bahia.ba)

Além de revelar informações sobre a produção de algodão na Bahia, a presidente da ABAPA também reservou o momento na da Bahia Farm Show para falar sobre a 6ª edição do Prêmio ABAPA de Jornalismo.

As inscrições para todas as categorias estão abertas até o dia 30 de setembro através do site oficial e a associação irá distribuir R$ 123 mil em prêmios, R$ 75 mil para as categorias de profissionais.

Alessandra Zanotto destacou a importância de ter profissionais capacitados para escrever sobre a produção algodoeira baiana.

“Nada valeria se não tivéssemos também a chancela de pessoas como vocês […] por isso que a gente traz vocês aqui, para essa feira, para essa vila, para este momento, para vocês verem que a produção de algodão, esse setor ele vai muito além do que a gente faz no campo, do trabalho que a gente realiza nas nossas fazendas”, discorreu a executiva.

O Prêmio ABAPA, na visão da presidente da Associação, é uma boa oportunidade de aproximar a realidade do campo e da indústria algodoeira com os profissionais de comunicação e, dessa maneira, ter porta-vozes da atividade.

“Esse é objetivo do Prêmio ABAPA […] é a importância da transparência, da credibilidade, que sai ali de dentro daquele laboratório, que chancelou todo o trabalho que é feito no campo.”

Catarina Guedes, assessora da Agripress e da ABAPA, reforçou a perspectiva de Alessandra Zanotto e relembrou seu início no trabalho com o agro. Segundo ela, há cerca de 20 anos, não existia clareza dos processos que levavam do campo até o consumidor final. Hoje, o prêmio seria uma forma de transformar essa realidade, principalmente para aqueles que estão distantes do centro da produção.

“Quando a gente pega cento e e pouco e poucos estudantes de jornalismo, trás de Salvador, de Vitória da Conquista, por enquanto ela é só na Bahia – não sei, quem sabe um dia se os outros estados se juntarem, esse pode ficar maior – , e leva eles para conhecer e de onde vem aquela calça jeans, é chocante”, disse Guedes. “Você descobrir, como eu descobri, no ano passado, que um garoto, que um estudante com 4 anos de jornalismo, não via a conexão entre o jeans e o algodão. Ali em Salvador, 1.000 km daqui. […] Esse é o trabalho de base que tá sendo preparado”, exemplificou a assessora.

Neison Cerqueira
Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política no portal bahia.ba.

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